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PSD mostra força em SC

Por Cláudio Prisco Paraíso
16/09/2025 - 07h58

O PSD de Santa Catarina realizou um evento representativo na quinta-feira, em Balneário Camboriú, sob a batuta da prefeita Juliana Pavan. Depois, na sexta-feira, o presidente nacional, Gilberto Kassab, acompanhado dos governadores pessedistas Ratinho Júnior (PR), Eduardo Leite (RS) e Raquel Lyra (PE), esteve reunido com os prefeitos Topázio Silveira Neto e Orvino de Ávila, da Capital e de São José.

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A agenda teve direito, inclusive, a entrevista coletiva com o chefão do PSD, contando também com a presença do líder do PSD na Câmara e várias lideranças nacionais. Um evento de peso, indiscutivelmente.

Depois do qual foi possível depreender algo que até então ficava só na especulação: o fechamento do PSD nacional em torno da pré-candidatura de João Rodrigues ao governo do estado. Kassab foi cristalino e direto. A prioridade é a candidatura própria, na figura do prefeito de Chapecó.

Porta aberta

O presidente nacional do PSD deixou transparecer que, se lá na frente houver convergência, podem até conversar com o governador Jorginho Mello, candidato à reeleição. Aliás, Kassab elogiou o governador, mas frisou que, para qualquer partido crescer, é fundamental ter candidaturas próprias, especialmente no campo majoritário. Então, agora está posto.

Pelo estado

João Rodrigues vai para a estrada. Na verdade, já estava em pré-campanha desde agosto do ano passado, há um ano, mas apenas como franco-atirador.

De cima

Importante dizer que o prefeito de Chapecó foi pra cima até então sem o necessário respaldo da direção nacional do PSD.
Em pelo menos uma dúzia de estados — SC entre eles — quem vai definir os rumos do partido nas convenções é Gilberto Kassab.

Perfil

Agora isso mudou. João Rodrigues tem o aval do comando nacional. Daqui pra frente, viabilizar a candidatura dependerá da competência dele e do partido.

Lacuna

O projeto ainda não decolou nesse primeiro ano. Talvez, com esse impulso e respaldo das principais lideranças nacionais, João Rodrigues possa se viabilizar enquanto pré-candidato. Há seis meses pela frente.

Águas de março

Claro que a definição não vai ocorrer em setembro, véspera do pleito de 2026. O prefeito de Chapecó tem seis meses para colocar a candidatura em pé, ou seja, até março do ano que vem.

Janela

Março é o mês da janela, quando as mudanças partidárias podem ocorrer sem perda de mandato. Já no início de abril é o prazo fatal para desincompatibilização.
O próprio João Rodrigues teria que renunciar para concorrer. Então, são seis meses em que o PSD terá que mostrar a que veio.

Naturalidade

Jorginho Mello tem uma situação absolutamente confortável. Até porque João Rodrigues não conta nem com o partido inteiro. E não tem sequer um partido lhe apoiando, diferentemente de Jorginho Mello.

Fileiras

No evento do PSD, o prefeito de Florianópolis, Topázio Silveira Neto, marcou presença. Ele vem sendo elogiado por Gilberto Kassab, mas recebeu o recado dele.
Ou seja, se lá em março João Rodrigues confirmar a renúncia, muito provavelmente Topázio Silveira Neto aproveite a janela para trocar de partido. O caminho seria o retorno ao Republicanos.

Secretário

Mesma situação de Paulinho Bornhausen, que também está no PSD, mas alinhado com Jorginho Mello, de quem, aliás, é secretário de Articulação Internacional.

Ex-governadores

Jorge Bornhausen, pai de Paulinho, ex-governador e ex-senador, foi homenageado nesse encontro nacional de sexta-feira em Florianópolis. Ele continua fechado com o projeto de candidatura própria do PSD ao governo.
Quem não compareceu — e cuja ausência foi notada — foi o ex-governador de dois mandatos e ex-senador Raimundo Colombo. Não deu as caras e também não mandou representante.

O Brasil voltou

Por Cláudio Prisco Paraíso
13/09/2025 - 07h26

O espetáculo deprimente chegou ao fim, fechado com aquilo que todos já aguardavam: a condenação de Jair Bolsonaro. O que acompanhamos nas últimas duas semanas não foi um julgamento, mas, na verdade, um rito condenatório, um processo de cartas marcadas. Eis a grande verdade.

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Só que Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin não esperavam pelo voto de Luiz Fux. Foi a cereja no bolo dos ministros que haviam preparado todo o movimento para um resultado por unanimidade, que não ocorreu.

Foi a brecha para que os advogados de Jair Bolsonaro possam partir para embargos infringentes, tentando submeter a decisão ao Plenário. Também com o voto de Fux, Bolsonaro terá condições de recorrer aos tribunais internacionais. Sem falar na repercussão política: Fux abriu uma defecção, uma dissidência dentro da Primeira Turma e, consequentemente, dentro do próprio Supremo. Afinal de contas, além de Fux, há os dois ministros nomeados por Bolsonaro: Cássio Nunes Marques e André Mendonça.

Racha

Ou seja, aquilo que se imaginava — a unidade inabalável do STF — não existe mais. Simples assim. E o voto histórico de Luiz Fux também poderá ensejar, no futuro, a anulação do circo montado por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Barroso. Ah, não podemos esquecer dele: Flávio Dino, o comunista. É um quarteto que agiu politicamente.

Rigor

Com esse voto de Fux, ainda teremos a perspectiva de medidas mais vigorosas por parte do governo Donald Trump, que poderão ocorrer, muito provavelmente, a partir da semana que vem, em doses homeopáticas, mas alcançando muita gente “boa”. Fortes emoções nos aguardam.

Circo

Até porque esse julgamento foi uma piada. O presidente da Primeira Turma foi o advogado de defesa de Lula da Silva, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por nove magistrados diferentes, além de Sérgio Moro. A deidade vermelha também foi condenada por três desembargadores federais do TRF-4, com sede em Porto Alegre, e cinco ministros do STJ.

Dane-se a Constituição

Sem falar que tudo isso ocorreu com o aval do Supremo Tribunal Federal, que, depois, resolveu dar um cavalo de pau. Sim, porque as supremas togas começaram a se sentir afrontadas pelo então presidente Jair Bolsonaro.

Descondenado

Daí descondenaram o presidiário, restabeleceram os direitos políticos do demiurgo, o fizeram candidato e o ajudaram a se eleger, com base numa condução da campanha eleitoral pela Justiça — uma condução facciosa, capciosa, parcial e tendenciosa.

Pivô

Tudo isso concentrado na figura de Alexandre de Moraes. Mas voltemos à composição da Primeira Turma. Cristiano Zanin, indicado pelo próprio Lula em retribuição aos trabalhos prestimosos realizados para defendê-lo, perdeu na argumentação jurídica. Mas Lula conseguiu sair. O petista imagina que Zanin participou de toda a articulação política.

Camarilha

Flávio Dino, também indicado por Lula, foi seu ministro da Justiça. É um comunista de carteirinha. Como governador, como senador, como ministro da Justiça de Lula, atacou Bolsonaro a torto e a direito. É acusado de ter apagado as imagens que ilustraram a realidade da farsa do 8 de janeiro. Como bom comunista, Dino diz que não.

Articulador

Naquele dia, ele estava lá no Ministério da Justiça, com a Guarda Nacional perfilada ao lado. Ficou de braços cruzados, nada fez porque eles queriam justamente o quebra-quebra. Tudo engendrado, tudo elaborado pelo governo, pela esquerda. Pois é, esse cidadão também votou.

Inimigo

Alexandre de Moraes não precisamos nem falar. Afinal de contas, ele teve embates frequentes com Jair Bolsonaro. Nunca é demais lembrar, contudo, que ele já foi filiado ao PSDB. Foi secretário de Segurança Pública do então governador Geraldo Alckmin, atual vice de Lula da Silva.

Condicionante

Aliás, essa foi a condição para que Lula concorresse: ter Geraldo de vice. Moraes também foi secretário de Gilberto Kassab, o chefão do PSD.

Farsante

Para fechar, temos Cármen Lúcia, que simplesmente virou ministra do STF porque era amiga do então presidente Itamar Franco. Só por isso. E já faz tempo, né? Itamar Franco. E essa gente fica lá ad aeternum. Ela é um vexame completo na sua atuação. Fala uma coisa e vota diametralmente no oposto. Patética, ridícula. Esse é o Brasil que voltou e da vitória do amor.

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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