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Operação do GAECO mira esquema de atestados falsos para libertar detentos em SC

Ação cumpre prisões e buscas em dois estados; policial militar foi baleado durante abordagem

Por Redação, Portal 49
05/05/2026 - 09h50
Os materiais apreendidos serão analisados pela Polícia Científica de Santa Catarina - Foto: Reprodução

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas deflagrou na manhã desta terça-feira, 05 de maio, a Operação “Efeito Colateral”, que investiga um esquema de emissão de atestados médicos falsos usados para beneficiar presos do Complexo Penitenciário de Itajaí com pedidos de prisão domiciliar.

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Ao todo, são cumpridos quatro mandados de prisão e 35 de busca e apreensão em cidades de Santa Catarina e do Paraná. Durante o cumprimento das ordens judiciais, um policial militar foi baleado após um dos alvos reagir com disparos de arma de fogo. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao hospital em estado estável.icos para obtenção de benefícios legais.

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A investigação é conduzida pela 8ª Promotoria de Justiça da Comarca de Itajaí e aponta a atuação conjunta de uma advogada e um médico na produção de documentos ideologicamente falsos, simulando doenças graves inexistentes. Esses atestados eram utilizados para embasar pedidos judiciais de liberdade ou de prisão domiciliar.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, também são alvos presos que teriam sido beneficiados pelo esquema e que hoje estão foragidos após descumprirem medidas impostas pela Justiça, como o rompimento de tornozeleiras eletrônicas.

As diligências ocorrem em municípios como Itajaí, Balneário Camboriú, Joinville e Navegantes, além de cidades paranaenses como Pinhais e Pontal do Paraná.

Durante a apuração, os investigadores identificaram arquivos com imagens de atestados, exames e receituários, além de conversas que indicam combinação prévia para elaboração dos diagnósticos falsos. A maioria dos detentos favorecidos, conforme o apurado, seria formada por lideranças criminosas que, ao obterem prisão domiciliar, rompiam o monitoramento eletrônico e passavam à condição de foragidos.

Os materiais apreendidos serão analisados pela Polícia Científica de Santa Catarina para aprofundamento das investigações.

O nome da operação faz referência aos prejuízos causados ao sistema de Justiça com o uso indevido de documentos méd

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