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Hora de reavaliar

Por Cláudio Prisco Paraíso
15/01/2026 - 08h10

O ano de 2026 começa com Jorginho Mello reavaliando a sua estratégia em termos de composição da chapa majoritária. Vale lembrar que, ali em outubro e novembro, ele deu várias declarações deixando claro que não há possibilidade de chapa pura ao Senado, assim como também não há ao governo.

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Ele, que lidera o processo de reeleição, quer que o vice seja de outra sigla, naturalmente.

Mas, para o Senado, ele pode estar calculando outros encaminhamentos. O governador chegou a visitar a deputada Carol De Toni para comunicar que ela tinha toda a liberdade, mas que a vaga seria do União Brasil, na figura do atual senador Esperidião Amin.

Só que, com a evolução do quadro e a divulgação de pesquisas, ele começa a observar que, muito provavelmente, as duas vagas poderão ser preenchidas por Carlos Bolsonaro e pela própria Carol.

Opção

Ela estando ou não no PL. Sim, porque o namoro com o Novo avançou, mas deu uma refluída a partir do momento em que o governador emite sinais de que ela pode dobrar com o Carluxo.

Nesse caso, não haveria espaço para Esperidião Amin. O vice, a princípio, está reservado ao MDB, mas poderá ser destinado ao PSD. E veja: seja na solução do vice emedebista, seja pessedista, para onde vai correr a Federação União Brasil? Esperidião Amin assumiria uma candidatura ao governo? Improvável.

Outra chapa

Mas então, não sendo o PSD vice de Jorginho, Amin poderia concorrer ao Senado numa chapa do PSD, ao governo, encabeçada por João Rodrigues. O prefeito de Chapecó não sai dos 15 pontos percentuais.

Realidade

Pesquisas estão aí mostrando 20%, alguma coisa assim, mas a grande verdade é que ele oscila na casa dos 15%, 16%. E olha que já é pré-candidato há dois anos.

Será que Esperidião Amin vai se meter numa fria dessas?

E outro detalhe: nós temos um fato histórico irrefutável. Nunca nenhum catarinense reelegeu seu senador. Nem mesmo Nereu Ramos, na década de 50. Ele, que foi a principal liderança política de todos os tempos de Santa Catarina, foi derrotado por Carlos Gomes de Oliveira.

No topo

De modo que Santa Catarina não pode perder o concurso de Esperidião Amin. É um cidadão que tem representado muito bem o estado e, evidentemente, o ideal seria que ele continuasse no Senado, fazendo parte de um colegiado de 81 membros.

Mas, não sendo possível a participação na majoritária e, uma vez caracterizada a inviabilidade eleitoral, melhor então que Santa Catarina pudesse contar com ele na Câmara dos Deputados.

Câmara

Ficaria entre os 513, porque ele representa muito bem Santa Catarina e é importante para o Brasil. Essa é a grande realidade.

Ele ainda pode ser candidato ao Senado com Carlos Bolsonaro? Até pode. Mas o que se observa nos últimos movimentos é que o PL tende a ir de chapa pura ao Senado, ainda mais com toda a situação que está sendo vivenciada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Motivações

O fato de Carol ser muito próxima do ex-presidente, das teses, das bandeiras e das causas bolsonaristas, também deve estar influenciando a cabeça de Jorginho Mello.

Olho no calendário

Por Cláudio Prisco Paraíso
13/01/2026 - 10h21

Já estamos nos aproximando da segunda quinzena de janeiro. Fevereiro é mês de Carnaval. A partir daí, é contagem literalmente regressiva para o início da pré-campanha, que se dará com o fim do prazo da janela partidária, a qual coincidirá com o prazo fatal das desincompatibilizações, especialmente daqueles governadores e prefeitos que vão bater em retirada para enfrentar as eleições.

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Ratinho Júnior, que já está no segundo mandato, assim como Ronaldo Caiado, do Paraná e de Goiás, necessariamente vão renunciar, porque, se não concorrerem à Presidência, disputarão o Senado da República. Romeu Zema, igualmente, em Minas Gerais.

Agora, o mesmo não se aplica a Tarcísio de Freitas. Ele está no primeiro mandato. Se não renunciar, é porque será candidato à reeleição.

Projeção

Então, a definição terá como prazo definitivo o dia 4 de abril para o governador paulista. Ele vai à cabeça com Flávio Bolsonaro de vice ou Michelle Bolsonaro, ou vai mesmo à reeleição?
A partir do dia 5 de abril, inicia-se oficialmente o período de pré-campanha, que vai até 5 de agosto. Prazo fatal.

Vejam que estamos diante de vários marcos definitivos, sobretudo para as convenções homologatórias das candidaturas, sejam proporcionais ou majoritárias.

Período de bastidores

De modo que teremos, de 5 de abril até maio, junho, julho e agosto, quatro meses de pré-campanha. Depois disso, aproximadamente um mês e meio de campanha propriamente eleitoral, quase dois meses, já que a eleição está marcada para 5 de outubro, no primeiro turno.

Caminho

Jorginho Mello está no primeiro mandato e é candidato natural à reeleição.
Não se trata, portanto, de desincompatibilização. Essa, sim, alcança os prefeitos lembrados para uma eventual participação majoritária, ambos em segundo mandato.

Dois nomes

Adriano Silva, reeleito com quase 80% dos votos em Joinville, maior cidade catarinense tanto no contexto econômico quanto populacional e eleitoral.
Assim como João Rodrigues, reconduzido com mais de 80% em Chapecó, Capital do Oeste.

Vão renunciar ou não? Adriano, é pouco provável.

De cima

Somente com Romeu Zema candidato à Presidência é que o joinvilense partiria para um desafio dessa envergadura — o que é improvável.
O mineiro é o nome dos sonhos para compor como vice de todos aqueles que eventualmente homologarem uma candidatura à Presidência da República, seja Tarcísio de Freitas, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado ou Ratinho Júnior.

Patinando

Essa é a grande verdade. Do outro lado, João Rodrigues, do PSD. Partido que torce o nariz para o seu projeto, que não saiu do chão até hoje.

O falastrão do Oeste é candidato há praticamente dois anos e continua patinando. Não tem envergadura, não tem embocadura para uma candidatura majoritária.
Não tem tamanho. Essa é a realidade. Nem sob o aspecto intelectual, nem sob o aspecto ético.

Tendência

Mas a tendência é que ele renuncie. Por quê?
Não concorrendo ao governo, na medida em que existe a possibilidade de o PSD acertar os ponteiros e apoiar a reeleição de Jorginho Mello, João Rodrigues acabará candidato a deputado federal.

Está no quarto mandato como prefeito, é bem verdade.

Histórico

E só completou o primeiro lá atrás. No segundo, ficou um ano e pouco. Agora completou o terceiro, mas já quer desembarcar após pouco mais de um ano no quarto.
Somando tudo, na prática, são dois mandatos e meio como prefeito.

Certamente, não tem mais elã para ser prefeito. Tanto é assim que começam a surgir muitas reclamações em relação à gestão em Chapecó.

Sobra

Na pior das hipóteses, Rodrigues é candidato a deputado federal. E se elege bem, sem dúvida nenhuma.
Com grandes perspectivas não só de eleição, como também de puxar mais um deputado federal pelo PSD.

2026 chegou!

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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