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Tarcísio aponta o caminho para tirar o PT do poder

Por Cláudio Prisco Paraíso
07/09/2026 - 14h33

O discurso mais recente de Tarcísio de Freitas confirmou aquilo que já está evidente para uma parcela cada vez maior do país: mesmo fora da disputa presidencial, o governador de São Paulo é hoje uma das lideranças mais preparadas, equilibradas e respeitadas da direita brasileira.

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Preparo sem improviso

Tarcísio não precisou gritar, recorrer a frases vazias ou transformar indignação em espetáculo. Falou com firmeza, apresentou uma visão de país e demonstrou segurança para defender suas convicções. Seu discurso foi perfeito na forma e no conteúdo.

Em um cenário político dominado por improvisos, vaidades e disputas pessoais, Tarcísio mostrou maturidade. Deixou claro que existe um objetivo maior do que qualquer projeto individual: derrotar Lula, retirar o PT do poder e devolver ao Brasil um governo comprometido com responsabilidade, liberdade e desenvolvimento.

O chamado das ruas

Uma eleição dessa importância, entretanto, não será vencida apenas com bons discursos. A direita precisa ocupar as ruas, mobilizar sua base e demonstrar que não assistirá passivamente a novas manobras políticas ou institucionais.

Está na hora de a indignação se reencontrar com a esperança. O brasileiro que acompanhou os acontecimentos dos últimos anos não pode acreditar que a mudança acontecerá sozinha. Sem pressão popular, organização e presença, o sistema continuará agindo sem encontrar resistência.

Fachin se movimenta

Enquanto a população é chamada a acreditar em uma suposta pacificação, o Supremo começa a reorganizar suas peças. Edson Fachin defende o encerramento do chamado “inquérito do fim do mundo”, aberto em 2019 e conduzido durante anos por Alexandre de Moraes.

Encerrar esse capítulo é necessário, mas não basta trocar o nome na porta. Também não basta retirar determinados casos das mãos de Moraes para colocá-los sob uma nova condução, mantendo intacta a lógica de investigações abertas, intermináveis e utilizadas conforme a conveniência do momento.

A preocupação é justamente essa: encerrar um inquérito completamente desgastado, preservar Moraes de uma investigação rigorosa e reorganizar o controle sobre casos capazes de atingir pessoas próximas ao poder.

Se esse for o movimento, não haverá pacificação institucional. Haverá apenas uma tentativa de salvar o sistema, controlar o ritmo das investigações e escolher o momento político em que cada fato será revelado.

Um passado que pesa

Também não pode ser ignorado que Edson Fachin manifestou apoio público a Dilma Rousseff durante a campanha presidencial de 2010. Anos depois, foi indicado por ela para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.

Isso não retira automaticamente sua legitimidade como ministro, mas impede que suas decisões sejam recebidas como se partissem de alguém sem passado político ou relações anteriores com o campo petista.

Justamente por isso, Fachin precisa demonstrar transparência, imparcialidade e compromisso absoluto com a Constituição. Neste momento, qualquer tentativa de blindar Moraes ou controlar as investigações será interpretada como continuação da proteção que o Supremo concedeu aos aliados do sistema durante os últimos anos.

Moraes precisa responder

Alexandre de Moraes também precisa estar sujeito ao escrutínio, à investigação e à responsabilização. Em uma República verdadeira, ninguém pode estar acima da lei — nem mesmo um ministro do Supremo.

Não é aceitável que alguém concentre o poder de investigar, acusar, censurar, determinar prisões e decidir quais informações podem chegar à sociedade. Muito menos que essa mesma autoridade seja protegida quando surgem questionamentos graves sobre sua própria conduta.

O Brasil não aceitará que as instituições sejam utilizadas para proteger aliados, perseguir adversários ou interferir no processo eleitoral. Quem exigiu explicações de todos agora precisa explicar seus próprios atos.

A missão está com Flávio

Tarcísio de Freitas não renunciou ao governo de São Paulo e permanecerá no Estado para disputar a reeleição. A decisão retirou seu nome da corrida presidencial, mas não diminuiu sua importância para o futuro da direita.

Ao permanecer em São Paulo, Tarcísio preserva um dos principais governos estaduais do país, fortalece o campo conservador e entrega a Flávio Bolsonaro a missão nacional de derrotar Lula.

Flávio já declarou que, caso seja eleito presidente, apresentará uma proposta para acabar com a reeleição. A medida poderá romper com o uso permanente da máquina pública em favor de projetos pessoais de poder e permitir que o próximo governo tome decisões sem pensar exclusivamente na eleição seguinte.

Tarcísio não estará na urna presidencial, mas seu apoio, sua capacidade de gestão e sua liderança serão fundamentais para conduzir essa transição.

Unidade para vencer

A direita não pode desperdiçar energia numa disputa interna enquanto Lula e o PT trabalham para permanecer no poder. O momento exige unidade, inteligência e clareza de propósito.

Tarcísio compreendeu isso. Poderia ter colocado sua própria ambição acima do projeto político, mas escolheu permanecer em São Paulo e apoiar Flávio Bolsonaro. Demonstrou que liderança não significa necessariamente ocupar o centro do palco. Também significa saber a hora de fortalecer o companheiro que recebeu a missão de avançar.

Agora cabe a Flávio corresponder, reunir a direita, dialogar com o centro e apresentar ao Brasil um projeto capaz de encerrar o ciclo petista.

A mudança começa agora

Nada disso acontecerá sozinho. É preciso mobilização. É preciso presença. É preciso ir às ruas.

O sistema conta com o silêncio, a acomodação e o medo dos brasileiros. A direita precisa responder com organização, coragem e participação popular.

Tarcísio apontou o caminho. Flávio recebeu a missão. Agora cabe ao povo brasileiro dar o passo decisivo para retirar Lula e o PT do poder.

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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