Cerca de 13% dos adultos catarinenses são fumantes, índice acima da média nacional
Popularização dos dispositivos eletrônicos entre jovens preocupa especialistas - Foto: Reprodução Santa Catarina voltou a registrar crescimento na prevalência do tabagismo após um longo período de queda. Atualmente, cerca de 13% da população adulta do estado fuma, percentual superior à média nacional, estimada entre 9% e 10%.
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O cenário preocupa especialistas, especialmente pela popularização dos cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens e pela possibilidade de esses dispositivos funcionarem como porta de entrada para o consumo de outros produtos com nicotina.
A pneumologista e coordenadora do Núcleo de Estudos e Tratamento do Tabagismo, Leila John Marques Steidle, avalia que o avanço dos dispositivos eletrônicos pode estar relacionado à mudança observada nos últimos anos.
“A gente acredita que esse aumento da prevalência do cigarro que queima tenha como uma das portas de entrada o eletrônico, principalmente nos últimos três ou quatro anos”, afirma a especialista.
A preocupação também está relacionada ao alto potencial de dependência da nicotina. Novas formulações presentes nesses dispositivos podem permitir o consumo de grandes quantidades da substância sem provocar imediatamente a mesma sensação de irritação nas vias respiratórias.
Os impactos do tabagismo, no entanto, vão além dos pulmões. O consumo pode provocar tosse, aumento da produção de muco, infecções respiratórias e agravamento de doenças como a asma.
A nicotina também pode afetar os vasos sanguíneos e elevar a pressão arterial, aumentando o risco de problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Já o cigarro convencional está relacionado a doenças como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), incluindo o enfisema pulmonar, além do câncer de pulmão, que em muitos casos é diagnosticado apenas em estágios avançados.
Entre adolescentes e jovens, a principal orientação é evitar o primeiro contato com produtos que contenham nicotina. A preocupação é impedir que a experimentação evolua para consumo frequente e dependência.
Para quem já desenvolveu dependência, a recomendação é buscar acompanhamento profissional. O tratamento pode envolver medicamentos e mudanças comportamentais para auxiliar na interrupção do consumo e na manutenção da abstinência.
A oferta de serviços especializados, porém, ainda não ocorre de maneira uniforme em todas as regiões. Por isso, a orientação é procurar atendimento profissional para avaliar as alternativas disponíveis e receber acompanhamento adequado.