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Dinossauro de até 20 metros é descoberto no Maranhão e revela conexões entre continentes

Nova espécie, batizada de Dasosaurus tocantinensis, viveu há 120 milhões de anos e reforça teoria de antigas rotas terrestres

Por Redação, Portal 49
16/04/2026 - 09h00.Atualizada em 16/04/2026 - 09h06
Dasosaurus tocantinensis, o dinossauro de 20 metros achado no MA - Foto: Reprodução

Uma nova espécie de dinossauro gigante foi descoberta no interior do Maranhão por cientistas brasileiros. Batizado de Dasosaurus tocantinensis, o animal herbívoro viveu há cerca de 120 milhões de anos e podia atingir aproximadamente 20 metros de comprimento — o equivalente à altura de um prédio de sete andares.

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O estudo que descreve o achado foi publicado no periódico internacional Journal of Systematic Palaeontology e traz novas evidências sobre a dispersão de grandes vertebrados pelo planeta antes da separação completa dos continentes.

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Os fósseis foram encontrados em 2021, na cidade de Davinópolis, durante atividades de monitoramento paleontológico em uma obra de infraestrutura. O material estava preservado em sedimentos da Formação Itapecuru e pertence a um único indivíduo.

Entre os ossos identificados estão vértebras da cauda, costelas, partes da bacia, ossos do antebraço e membros inferiores, como fêmur, tíbia e fíbula. O fêmur, com cerca de 1,5 metro de comprimento, foi determinante para estimar o porte do animal.

Um dos pontos que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi a relação evolutiva da nova espécie com o Garumbatitan morellensis, encontrado na atual Espanha. As semelhanças anatômicas sugerem que esses dinossauros compartilharam uma linhagem comum.

Modelos biogeográficos indicam que esses animais podem ter migrado da Europa para a América do Sul entre 140 e 120 milhões de anos atrás, utilizando possíveis conexões terrestres que existiam entre os supercontinentes Gondwana e Laurásia, passando pela região do norte da África.

O nome da espécie também carrega referências regionais. “Dasosaurus” combina termos gregos que remetem a “floresta” e “réptil”, enquanto “tocantinensis” faz alusão ao rio Tocantins, próximo ao local da descoberta.

A pesquisa foi liderada pelo paleontólogo Elver Mayer, da Universidade Federal do Vale do São Francisco, com participação de cientistas de diversas instituições. Atualmente, os fósseis estão preservados no Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão.

A descoberta contribui para o entendimento da evolução dos titanossauros e reforça a importância do território brasileiro para a paleontologia mundial.

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