Filho de Paulo Gracindo, artista participou da inauguração da TV Globo e construiu uma carreira de mais de seis décadas
Morre Gracindo Jr. aos 83 anos - Foto: Reprodução Morreu na noite desta terça-feira, 1º de setembro, aos 83 anos, o ator e diretor Gracindo Jr., um dos nomes de longa trajetória da dramaturgia brasileira. O artista morreu em casa, no Rio de Janeiro, acompanhado por familiares. A informação foi confirmada pelo filho, o ator Pedro Gracindo, e também divulgada pelo amigo Leonardo Brício nas redes sociais.
:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui
Há informações divergentes nas primeiras publicações sobre a causa da morte. Enquanto alguns veículos informaram inicialmente que ela não havia sido divulgada, o filho Pedro Gracindo afirmou posteriormente que o pai morreu de causas naturais.
Leonardo Brício, que mantinha uma amizade de longa data com Gracindo Jr., contou que estava junto da família no momento da morte, pouco antes das 22h. Os dois trabalharam juntos em produções como “Cidadão Brasileiro” e “Rei Davi”, na qual Gracindo interpretou o rei Saul.
Gracindo Jr. participou da inauguração da TV Globo
Nascido Epaminondas Xavier Gracindo, em 21 de maio de 1943, no Rio de Janeiro, o artista era filho de Paulo Gracindo, outro importante nome da dramaturgia brasileira. Começou a trabalhar ainda jovem e passou pelo rádio antes de construir uma extensa carreira nos palcos e na televisão.
Gracindo Jr. fez parte do elenco inicial da TV Globo e participou da inauguração da emissora, em 1965. Entre seus primeiros trabalhos estiveram produções como “Rosinha do Sobrado”, “Padre Tião” e “A Rainha Louca”.
Um dos momentos marcantes de sua trajetória aconteceu em “O Casarão”, de 1976. Na novela, Gracindo Jr. e o pai interpretaram o mesmo personagem, João Maciel, em diferentes fases da vida.
Ao longo das décadas seguintes, esteve em diversas produções, entre elas “Mandala”, “Rainha da Sucata”, “Explode Coração”, “Esplendor”, “Celebridade”, “Poder Paralelo” e “Rei Davi”.
Ator também teve trajetória como diretor
Gracindo Jr. não se limitou à atuação. Trabalhou como diretor de produções como “Memórias de Amor” e “Marron-Glacé” e, em 1983, assumiu a direção de “Os Trapalhões”. Também teve trabalhos como diretor teatral e supervisor de dramaturgia.
No cinema, participou de produções como “Os Trapalhões na Serra Pelada”, “Floresta das Esmeraldas”, “Bufo & Spallanzani”, “Primo Basílio” e “Segurança Nacional”. Sua trajetória artística também incluiu dezenas de trabalhos no teatro.
Gracindo Jr. deixa uma extensa contribuição para a cultura e para a história da televisão brasileira, construída ao longo de mais de seis décadas de atuação artística.