Ex-presidente da Venezuela é acusado de crimes ligados ao narcoterrorismo e pode ser condenado à prisão perpétua em Nova York
Nicolás Maduro será julgado por narcoterrorismo e posse de metralhadoras em Nova York - Foto: Divulgação O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, terá sua primeira audiência na Justiça dos Estados Unidos nesta segunda-feira, 05 de janeiro. O comparecimento está marcado para as 14h (horário de Brasília) no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, em Nova York.
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Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por tropas norte-americanas em Caracas, na madrugada de sábado, 03 de janeiro, e levados aos Estados Unidos por determinação do presidente Donald Trump. Desde então, o casal permanece detido no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), no Brooklyn, onde aguarda os desdobramentos do processo judicial.
Nesta audiência inicial, o juiz federal deve realizar a leitura formal das acusações e notificar oficialmente os réus. Maduro responderá por crimes de conspiração narcoterrorista, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, além de conspiração para a posse desses armamentos com o objetivo de atentar contra os Estados Unidos. A pena máxima prevista pode chegar à prisão perpétua.
Caso não apresente defesa constituída, o tribunal poderá designar um defensor público ou permitir que o próprio acusado represente sua defesa.
Maduro e Cilia Flores foram transportados de helicóptero até o navio de guerra Iwo Jima e, posteriormente, levados de avião aos Estados Unidos, com escala em Cuba, desembarcando no país por volta das 18h30 de sábado. O casal permanece no MDC Brooklyn, unidade federal conhecida por suas condições precárias e por abrigar presos de grande notoriedade.
O centro de detenção já recebeu figuras como Luigi Mangione, acusado de assassinar o CEO da United Healthcare em dezembro de 2024, além de nomes conhecidos como P. Diddy, Ghislaine Maxwell, R. Kelly e o ex-presidente da CBF José Maria Marin.
Criado no início da década de 1990, o MDC Brooklyn abriga cerca de 1,3 mil detentos que aguardam julgamento. A unidade é alvo de críticas recorrentes por problemas estruturais, como falta de luz, alimentação inadequada, violência interna e déficit de pessoal, sendo descrita por juízes federais como um ambiente de condições “desumanas”.
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