Suspeito, conhecido como “Bruxo”, teria utilizado posição de liderança espiritual para cometer agressões contra mulheres em situação de vulnerabilidade
O suspeito também é investigado por ameaça, constrangimento ilegal e agressão - Foto: Reprodução Um homem de 25 anos foi preso temporariamente na tarde desta terça-feira, 02 de junho, em São Lourenço do Oeste, durante uma operação coordenada pela Polícia Civil. A ação foi conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), com apoio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) e do Núcleo de Operação com Cães (NOC).
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O investigado, conhecido nas redes sociais como “Bruxo”, é suspeito de praticar o crime de tortura contra uma mulher. Além da prisão temporária, os policiais também cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito, localizada no bairro Perpétuo Socorro. Segundo a investigação, o imóvel também funcionava como sede de um templo religioso.
Conforme a Polícia Civil, o homem teria se aproveitado de sua posição de liderança espiritual para exercer influência sobre frequentadores do local. As investigações apontam que uma mulher em situação de vulnerabilidade teria sido vítima de agressões físicas. O suspeito também é investigado por ameaça, constrangimento ilegal e agressão contra uma segunda vítima.
Vídeos analisados pelos investigadores mostram parte das agressões e teriam sido gravados por pessoas que estavam presentes durante os fatos. De acordo com a apuração, as agressões teriam como objetivo obter informações e confissões relacionadas a supostos comentários feitos sobre o investigado.
A Polícia Civil informou ainda que o suspeito possui antecedentes por posse irregular de arma de fogo e já foi alvo de outras investigações envolvendo violência e privação de liberdade.
Diante da gravidade dos fatos, a autoridade policial representou pela prisão temporária e pela busca e apreensão. As medidas receberam parecer favorável do Ministério Público e foram autorizadas pela Vara Única da Comarca de São Lourenço do Oeste.
Por se tratar de investigação relacionada ao crime de tortura, classificado como hediondo pela legislação brasileira, a prisão temporária poderá ser mantida por até 30 dias. Durante esse período, a Polícia Civil pretende concluir a análise de materiais eletrônicos, ouvir novas testemunhas e aprofundar as investigações, inclusive sobre a possível participação de outras pessoas nos fatos.
O caso segue sob investigação.