Crime brutal contra idosos ganhou contornos ainda mais cruéis com a morte dos animais de estimação
No interior da casa, a cena indicava violência e possível motivação patrimonial - Foto: Reprodução Um crime violento e ainda sem explicação abalou a zona rural de Água Doce, no Meio-Oeste de Santa Catarina. Entre a noite de sexta-feira, 06 de fevereiro, e a madrugada de sábado, 07 de fevereiro, um casal foi assassinado dentro da própria residência no Assentamento Oziel, na localidade de Rio do Mato. As vítimas foram identificadas como Pedro Pires, de 85 anos, e Marli Chimelo, de 57, que viviam sozinhos no imóvel e eram conhecidos na comunidade. Os corpos só foram encontrados na manhã de sábado por moradores da região.
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Segundo informações apuradas pela polícia, a casa simples e isolada foi invadida e o casal morto com golpes de faca. Pedro apresentava ferimentos na cabeça, enquanto Marli foi encontrada caída de costas, com perfurações na região do pescoço. No interior do imóvel, havia sinais de violência, uma bolsa revirada e uma cadeira próxima aos corpos, o que levanta a suspeita de roubo seguido de morte, hipótese ainda não confirmada oficialmente.
A Polícia Militar isolou o local até a chegada da Polícia Civil e da Polícia Científica, que realizaram a perícia e removeram os corpos para o Instituto Médico Legal de Joaçaba. As forças de segurança iniciaram as investigações de forma conjunta ainda no sábado. O casal, que estava junto havia 23 anos, foi velado no Assentamento 9 de Novembro.
Dois dias após o duplo homicídio, quando a comunidade ainda tentava lidar com a brutalidade do crime, um novo episódio aprofundou o clima de medo e revolta. Na noite de domingo, 08 de fevereiro, a mesma residência foi novamente invadida. Desta vez, os criminosos mataram os dois cães da família. Um dos animais teve a cabeça esmagada e o outro foi morto com disparos de arma de fogo na cabeça, tendo o corpo arremessado para dentro da casa onde o casal havia sido assassinado.
A Polícia Civil e a Polícia Militar investigam se a morte dos animais tem relação direta com o crime inicial ou se se trata de um ato isolado de extrema crueldade. Até o momento, ninguém foi preso. As autoridades afirmam que detalhes não estão sendo divulgados para não prejudicar o andamento das investigações. O caso segue causando comoção em Água Doce e em toda a região, enquanto moradores cobram justiça e respostas para a sequência de violência registrada no assentamento.