Investigação aponta envenenamento gradual com substâncias tóxicas
Motivação teria relação extraconjugal e interesse patrimonial - Foto: Reprodução A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava a morte do empresário do ramo funerário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos, e indiciou a esposa da vítima e o amante dela pelo crime de homicídio qualificado. O caso ocorreu em Videira, no Meio-Oeste catarinense.
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Segundo a investigação, o empresário foi vítima de um envenenamento gradual realizado ao longo de aproximadamente um mês, entre janeiro e fevereiro deste ano. A motivação do crime, conforme apontou a Polícia Civil, estaria relacionada a um relacionamento extraconjugal mantido entre os suspeitos há mais de um ano, além de interesses patrimoniais.
Os dois investigados foram indiciados por homicídio qualificado por motivo torpe, uso de veneno, meio insidioso e cruel, além de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Ambos permanecem presos preventivamente.
De acordo com a apuração policial, a esposa teria utilizado diferentes substâncias tóxicas para provocar o envenenamento progressivo do empresário. Entre os produtos identificados estão metanol, que teria sido colocado na cerveja consumida pela vítima, soda cáustica misturada em medicamentos e um agrotóxico popularmente conhecido como “chumbinho”, substância proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Exames toxicológicos divulgados no dia 13 de fevereiro apontaram intoxicação por carbamato ou organofosforado, compostos presentes em pesticidas altamente tóxicos. Pedro Rodrigues Alves morreu dois dias depois, em 15 de fevereiro.
Segundo o delegado Édipo Flamia, o empresário já chegou ao hospital em estado crítico. A vítima permaneceu internada em estado grave, sedada e sob ventilação mecânica durante praticamente todo o período de internação, mas não resistiu.
Outro ponto revelado pela investigação aponta que a esposa teria realizado pagamentos a um enfermeiro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para obter informações privilegiadas sobre o estado de saúde do marido. O profissional responde administrativamente por suposta violação das normas hospitalares e do código de ética da enfermagem.
A mulher está presa em Chapecó, enquanto o amante foi detido em Palmas. Durante os interrogatórios, ambos optaram por permanecer em silêncio.