Casal é suspeito de causar prejuízo superior a R$ 14 milhões
Apenas cerca de 15% das construções eram entregues - Foto: Reprodução A Polícia Civil prendeu preventivamente, na tarde desta quarta-feira, 08 de abril, um empresário e uma arquiteta suspeitos de aplicar golpes milionários no setor da construção civil em Chapecó. O prejuízo às vítimas já ultrapassa R$ 14 milhões.
:: Quer receber gratuitamente notícias por WhatsApp? Acesse aqui
A operação foi realizada por equipes do Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Chapecó, com apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. O casal foi localizado e preso em São Borja, para onde havia fugido após deixar Santa Catarina.
De acordo com as investigações, os suspeitos abriram, em 2023, uma empresa de engenharia e arquitetura em Chapecó, passando a atuar na construção de residências de alto padrão. Os contratos firmados variavam entre R$ 350 mil e R$ 2,4 milhões.
Segundo a Polícia Civil, o casal assumia diversas obras simultaneamente, captando recursos de vários clientes ao mesmo tempo, além de adquirir materiais no comércio local sem efetuar os pagamentos.
Com o andamento das obras, os projetos não eram concluídos. Em média, apenas cerca de 15% das construções eram entregues, o que gerou prejuízos significativos aos clientes. Já no fim de 2025, os investigados deixaram a cidade.
Ainda conforme a apuração, os suspeitos abriram uma nova empresa com outro CNPJ para continuar aplicando os golpes. No início de 2026, após o registro de diversas ocorrências, os casos foram centralizados pela Delegacia de Repressão a Roubos de Chapecó, que instaurou inquérito para investigar os crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.
Durante as diligências, os policiais localizaram o casal em São Borja, onde construíam uma residência para uso próprio. Com base nas provas reunidas, a Justiça autorizou a prisão preventiva e o cumprimento de mandados de busca e apreensão, após parecer favorável do Ministério Público.
Na operação, foram apreendidos dois celulares, R$ 21,5 mil em dinheiro, um computador e 18 cartões de crédito.
Os suspeitos foram interrogados, mas optaram por permanecer em silêncio. Após os procedimentos legais, eles foram encaminhados ao sistema prisional de São Borja, onde permanecem à disposição da Justiça.