Investigação sobre maus-tratos a animais em Florianópolis também resultou em indiciamento de adultos por coação de testemunha
O cão comunitário Orelha foi brutalmente atacado na madrugada do dia 4 de janeiro - Foto: Reprodução A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu, nesta terça-feira, 03 de fevereiro, a investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha e os maus-tratos praticados contra o cão Caramelo, ocorridos em Florianópolis. Como resultado do inquérito, a corporação solicitou a internação de um adolescente apontado como responsável pela morte do animal e representou contra outros quatro adolescentes envolvidos no caso de maus-tratos ao cão Caramelo. Além disso, três adultos foram indiciados pelo crime de coação de testemunha.
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Para elucidar os crimes, foi montada uma força-tarefa com a participação de diferentes órgãos de segurança do Estado. As investigações ficaram a cargo da Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e da Delegacia de Proteção Animal (DPA), ambas da Capital.
O cão comunitário Orelha foi brutalmente atacado na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava, no Norte da Ilha. De acordo com laudos da Polícia Científica, o animal sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente provocada por um chute ou por um objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa. No dia seguinte, o cão foi resgatado por populares, mas morreu em uma clínica veterinária em razão da gravidade dos ferimentos.
Durante a apuração, a Polícia Civil analisou mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança de 14 pontos da região, ouviu 24 testemunhas e investigou oito adolescentes. Entre as provas reunidas estão imagens que identificam as roupas usadas pelo autor no momento do ataque e a análise de localização realizada por um software francês, que confirmou a presença do adolescente no local do crime.