Operação Bow Tie foi deflagrada simultaneamente a novos desdobramentos da Sodalitas Finis, que apura atuação de organização criminosa no Estado
Investigação apura tráfico, homicídios e possível atuação irregular de advogada - Foto: MPSC Duas operações movimentaram cidades catarinenses nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, com foco no combate a facções criminosas que atuam no Oeste de Santa Catarina. Além dos novos desdobramentos da Operação Sodalitas Finis, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) também deflagrou a Operação Bow Tie, que tem como alvo uma advogada suspeita de intermediar a comunicação entre presos e integrantes da organização em liberdade.
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De acordo com o MPSC, a profissional é investigada por supostamente utilizar de forma indevida suas prerrogativas para realizar a chamada “sintonia” entre detentos. Conforme o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), o termo é utilizado para descrever a prática de levar e trazer informações entre pessoas encarceradas e indivíduos fora do sistema prisional. Para o Ministério Público, esse tipo de comunicação fortalece organizações criminosas, facilita a continuidade das atividades ilícitas e representa risco à sociedade. As investigações tramitam sob sigilo, e outros detalhes não foram divulgados até o momento.
No âmbito da Operação Sodalitas Finis, foram cumpridos sete novos mandados de busca e apreensão nos municípios de Chapecó, Xanxerê, Ponte Serrada, Blumenau e também em Cascavel, no Paraná. Em junho do ano passado, a operação já havia mobilizado mais de 300 agentes no cumprimento de 51 mandados de busca e apreensão e 43 mandados de prisão preventiva.
A investigação apura crimes como tráfico de drogas em larga escala, homicídios, roubos e outras práticas atribuídas a uma organização criminosa com forte atuação em Santa Catarina.