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Defesa de acusada de homicídio em Paial afirma histórico de violência doméstica

Advogados dizem que mulher era vítima de agressões há cerca de 15 anos

Por Redação, Portal 49
16/01/2026 - 13h35
Julgamento ocorre em fevereiro - Foto: Reprodução

O caso que envolve a morte de Sedinei, de 42 anos, assassinado a tiro dentro da própria residência no dia 20 de junho de 2025, no interior do município de Paial, no Oeste de Santa Catarina, teve um novo desdobramento com a divulgação de uma nota pública da defesa da acusada, Adriana Terezinha Bagestan.

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Representada pelo Escritório Cagliari & Signori Advogados e Associados, a defesa afirma que Adriana vivia há anos em um contexto de violência doméstica, contestando versões iniciais divulgadas durante a fase de inquérito policial e em manifestações públicas que, segundo os advogados, não se confirmaram ao longo do processo judicial.

Na nota, os defensores esclarecem que a acusada não teria fugido após o crime. Conforme o documento, Adriana solicitou que um familiar acionasse a polícia e se deslocou até Chapecó com o objetivo de buscar auxílio jurídico, já que não conseguiu atendimento imediato na cidade de Paial.

Os advogados também rebatem alegações de que não haveria violência doméstica pelo fato de não existirem boletins de ocorrência anteriores. Segundo a defesa, foram apresentados elementos probatórios relevantes no processo, incluindo o depoimento especial da filha do casal e o testemunho de oito pessoas que relataram agressões verbais, físicas, psicológicas, patrimoniais e ameaças ao longo de aproximadamente 15 anos de convivência.

Ainda de acordo com a nota, Adriana teria permanecido em silêncio por medo, vergonha e pressão social, uma realidade comum em casos de violência doméstica, onde agressões acabam sendo ocultadas por justificativas cotidianas. A defesa também destacou que a acusada enfrentava problemas de saúde, como fibromialgia, mantinha rotina exaustiva no trabalho rural e era reconhecida pela participação ativa na comunidade.

O julgamento de Adriana Terezinha Bagestan está marcado para o dia 11 de fevereiro, no Fórum da Comarca de Chapecó, onde o caso será analisado pelo Tribunal do Júri. A defesa afirma confiar no regular andamento do processo e pede responsabilidade na divulgação de informações às vésperas da sessão.

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