Advogado explica quem pode ser responsabilizado e como vítimas podem buscar indenização após colisão em série
Colisão em série deixou carros destruídos e mobilizou equipes de resgate - Foto: Marcos Lewe O grave acidente envolvendo uma carreta carregada com madeira, registrado no dia 30 de janeiro na Avenida Fernando Machado, no bairro Líder, em Chapecó, deixou cerca de 20 pessoas feridas e atingiu ao menos 14 veículos. A ocorrência levanta questionamentos sobre quem deve arcar com os prejuízos materiais e morais causados pela colisão em série, que também pode gerar responsabilização nas esferas civil e penal.
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Segundo informações preliminares da investigação, a carreta já apresentava falhas mecânicas e princípio de incêndio nas rodas e no sistema de freios horas antes do acidente. Mesmo assim, o motorista teria seguido viagem até perder o controle do veículo ao chegar ao perímetro urbano. De acordo com o advogado e secretário-geral adjunto da OAB Subseção de Chapecó, Édio Germano Ern, a responsabilidade civil envolve a reparação de danos materiais, morais e estéticos, além de eventuais indenizações por invalidez parcial ou permanente às vítimas. Já na esfera penal, a responsabilização dependerá da conclusão das investigações e do enquadramento da conduta do motorista nos crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro.
Com base nas imagens divulgadas e nas informações iniciais, o advogado avalia que, em tese, a carreta foi a causadora do acidente. Como o motorista também é proprietário do caminhão, ele deve responder diretamente pelos danos. A Polícia Civil confirmou que o veículo não possuía seguro, o que pode dificultar o ressarcimento integral dos prejuízos. Vítimas que possuem seguro podem acionar suas seguradoras, que posteriormente podem ingressar com ação regressiva contra o responsável. Ainda assim, é possível buscar judicialmente valores de franquia, danos não cobertos, além de indenizações por danos morais, estéticos ou invalidez. Já quem não tem seguro precisará recorrer diretamente à Justiça.
O prejuízo total ainda não pode ser estimado, mas é considerado elevado, já que entre os veículos atingidos estão automóveis de alto valor, como uma BMW avaliada em cerca de R$ 350 mil, além de caminhões e carros de passeio. O motorista da carreta teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Segundo a Polícia Civil, há indícios de que ele assumiu o risco de provocar o acidente, já que o caminhão apresentava problemas mecânicos desde a BR-282, em Cordilheira Alta, e estava com o tacógrafo com aferição do Inmetro vencida desde agosto de 2025. As investigações seguem em andamento.