Levantamento identificou ausência de certificado de potabilidade, falta de coleta de esgoto e até inexistência de banheiros em unidades de ensino catarinenses
Um levantamento nacional do projeto Sede de Aprender, realizado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE), apontou falhas estruturais graves em escolas catarinenses, especialmente ligadas ao saneamento básico e à potabilidade da água.
:: Quer receber notícias, gratuitamente, por WhatsApp? Acesse aqui
Foram vistoriadas 95 unidades de ensino em SC, sendo 92 públicas e três privadas, que juntas atendem 17,9 mil estudantes, entre eles mais de mil com necessidades educacionais especiais.
Entre os problemas identificados, estão a ausência de certificado de potabilidade da água, falta de coleta de esgoto, inexistência de banheiros em uma escola estadual indígena, falhas na limpeza de reservatórios e irregularidades no fornecimento e armazenamento de água.
Na rede estadual, mais da metade das escolas não tinha certificado de potabilidade e 42% não possuíam coleta de esgoto. Já na rede municipal, 31% estavam sem certificação da água e 24% sem coleta de esgoto. As três escolas privadas inspecionadas também apresentaram falhas na qualidade da água.
Segundo os órgãos responsáveis, as deficiências representam riscos diretos à saúde dos alunos e comprometem o ambiente escolar. As informações coletadas servirão de subsídio para fiscalizações futuras, com o objetivo de garantir estruturas mais seguras e adequadas para crianças e adolescentes.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (SED) contestou os números e afirmou que já está averiguando junto às unidades a real situação do fornecimento de água e saneamento. A Undime-SC (União dos Dirigentes Municipais da Educação) foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento da reportagem.