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Produzida em SC, Fragata Tamandaré se prepara para reagir a ataques surpresa

Primeira unidade da nova geração de escoltas da Marinha do Brasil, navio construído em Itajaí será entregue em 2027 com sistema de defesa em múltiplas camadas

Por Redação, Portal 49
04/03/2026 - 08h10
Fragata Tamanadraé (F200) ficou uma semana fazendo “ensaios” no mar - Foto: Reprodução

Com previsão de entrega no início de 2027, a Fragata Tamandaré (F200) já entrou na fase decisiva de testes de mar após anos de construção em Itajaí, no Litoral Norte catarinense. Primeira unidade do Programa Fragatas Classe Tamandaré, o navio marca uma nova geração de embarcações de guerra brasileiras, projetadas para atuar diante de ameaças aéreas, de superfície e submarinas — inclusive em cenários de ataque surpresa.

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Detecção e resposta em segundos

Em caso de aproximação de um míssil inimigo, a reação começa antes mesmo de qualquer disparo. O radar volumétrico Hensoldt TRS-4D Rotator monitora simultaneamente espaço aéreo e superfície, com capacidade para acompanhar até mil alvos ao mesmo tempo. Ao identificar uma possível ameaça, o sistema calcula trajetória, velocidade e risco de impacto em questão de segundos.

Na sequência, o radar de controle de tiro Thales STIR 1.2 fornece precisão ao engajamento, enquanto sensores optrônicos Safran Paseo XLR podem confirmar o alvo sem emitir sinais eletromagnéticos — recurso estratégico em ambientes de guerra eletrônica.

Defesa aérea em múltiplas camadas

Confirmada a hostilidade, a fragata pode acionar o sistema Sea Ceptor, que utiliza mísseis CAMM lançados verticalmente. A tecnologia permite reação em 360 graus, sem necessidade de manobra do navio, ampliando a capacidade de enfrentar ataques simultâneos.

Se o alvo ultrapassar essa primeira barreira, entra em ação o canhão Leonardo 76/62 Super Rapid, instalado na proa, com cadência de até 120 disparos por minuto e alcance aproximado de 16 quilômetros.

Na defesa de curtíssimo alcance, o sistema Rheinmetall Sea Snake atua como proteção final contra mísseis, aeronaves de baixa altitude, drones ou embarcações rápidas. O conjunto ainda é reforçado por metralhadoras remotamente operadas FN Herstal Sea Defender, de 12,7 mm.

Guerra eletrônica e contramedidas

Além do armamento cinético, a F200 conta com o sistema de despistamento Terma C-Guard, responsável pelo lançamento de iscas em 360 graus para confundir sensores guiados por radiofrequência ou infravermelho.

O sistema nacional MAGE MB Omnisys Defensor MK3 complementa a proteção ao identificar emissões adversárias e auxiliar na caracterização da ameaça. A lógica operacional segue uma sequência clara: detectar, classificar, engajar e, se necessário, desorientar o ataque.

Renovação da força naval

A Fragata Tamandaré é a primeira de quatro navios previstos no programa. Também integram a nova classe as embarcações Jerônimo de Albuquerque (F201), Cunha Moreira (F202) e Mariz e Barros (F203).

Além da defesa aérea, os navios possuem capacidade antinavio, com lançamento de mísseis Exocet MM40 ou MANSUP, e recursos de guerra antissubmarina, incluindo torpedos MK46 ou MK54 e sonar de casco.

O poder de combate se estende ao ar, com operação do helicóptero SH-16 Seahawk e do VANT ScanEagle, voltados para missões de vigilância e reconhecimento.

Integrado ao Novo PAC e à política industrial Nova Indústria Brasil, o programa prevê construção nacional, transferência de tecnologia e uso de ferramentas digitais avançadas. Com a incorporação da primeira unidade prevista para 2027, a Classe Tamandaré simboliza a renovação do núcleo de escoltas da Marinha, com foco em reação rápida, defesa em camadas e superioridade situacional em ambientes de alta complexidade.

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