Organização Mundial da Saúde aprovou resolução para ampliar prevenção, tratamento e reabilitação da doença
A decisão foi tomada durante a 79ª Assembleia Mundial da Saúde - Foto: Reprodução A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou uma resolução que coloca o Acidente Vascular Cerebral (AVC) como prioridade global de saúde pública. A decisão foi tomada durante a 79ª Assembleia Mundial da Saúde, realizada entre os dias 18 e 23 de maio deste ano.
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O documento prevê ações internacionais mais amplas para reduzir os impactos da doença por meio da prevenção, melhoria no atendimento hospitalar, ampliação da reabilitação e fortalecimento dos sistemas de saúde.
Segundo dados apresentados pela OMS, o risco de sofrer um AVC ao longo da vida aumentou 50% nos últimos 20 anos. Atualmente, uma em cada quatro pessoas poderá desenvolver a condição em algum momento da vida.
Somente em 2021, o AVC foi a terceira principal causa de morte e incapacidade no mundo, com cerca de 93,8 milhões de casos registrados, incluindo 11,9 milhões de novos diagnósticos.
A neurologista Sheila Martins, integrante da Global Stroke Action Coalition e presidente da Rede Brasil AVC, destacou a importância de fortalecer políticas públicas e ampliar os investimentos na área da saúde.
Especialistas alertam que o combate ao AVC envolve diferentes etapas, desde a prevenção até o atendimento rápido e a reabilitação dos pacientes. Conforme o neurologista Daniel Damiani, o tratamento adequado depende de diagnóstico precoce, encaminhamento ágil para centros especializados e acompanhamento multidisciplinar.
A expectativa é de que a resolução incentive novos investimentos em estrutura hospitalar, capacitação profissional e campanhas de conscientização sobre os sinais de alerta da doença.
O AVC ocorre quando há alteração na circulação sanguínea do cérebro. A condição pode ser causada pela obstrução de vasos sanguíneos, conhecida como AVC isquêmico, ou pelo rompimento de um vaso, chamado de AVC hemorrágico.
Entre os principais sintomas estão paralisia, perda de sensibilidade, dificuldade na fala, perda de visão e falta de coordenação motora. Especialistas reforçam que o atendimento rápido é fundamental para reduzir o risco de sequelas.