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O assalto aos velhinhos do Brasil

Por Cláudio Prisco Paraíso
04/10/2025 - 07h50

Gradativamente, a CPMI do INSS vai ganhando espaço, especialmente na mídia velhaca, chapa branca e vassala, que atua de acordo com os interesses governamentais, alimentada por generosas verbas publicitárias. Milhões e milhões, não só do governo, mas também das estatais.

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Só que a CPMI está sendo conduzida com muito equilíbrio, com muito bom senso pelo senador mineiro Carlos Vieira, que não aceita provocações de esquerdistas como, por exemplo, as do petista Paulo Pimenta. O vermelho foi ministro das Comunicações. É um deputado gaúcho do PT que, naquela técnica tradicional dos esquerdistas, procura tirar o cidadão do sério para que possa radicalizar e aí gerar tumulto e inviabilizar o andamento dos trabalhos.O relator também tem se portado com muita eficiência, conhecimento de causa, ou seja, tudo muito bem conduzido, mesmo com a sabotagem, especialmente da Procuradoria-Geral da República, que faz a defesa dos envolvidos. Não atua como promotoria, como quem deveria denunciar e acusar. Faz a defesa como se fosse advogada dos envolvidos, além de não levar à frente os encaminhamentos da CPMI. Só devem aumentar as informações, o detalhamento sobre mais um escândalo de roubo bilionário em governos do PT. Vejam só. Quanta novidade. A tunga aos velhinhos brasileiros, sem dúvidas, já é uma marca sob Lula III.

Orelha quente

Mas, mesmo assim a comissão avança, e avança de tal maneira que a opinião pública, mesmo informada parcialmente diante do comportamento da mídia, já começa, pelas redes sociais, a tomar conhecimento de maneira mais ampliada e a própria mídia acaba tendo que entrar no circuito.

Em família

As informações vão dando conta do envolvimento de gente muito influente. O sindicato cujo irmão do presidente Lula da Silva faz parte amealhou a bagatela de R$ 1,2 bilhão de reais.
Eles realmente não brincam em serviço.

Brasil voltou

Zequinha Sarney, filho do ex-presidente Zé Sarney, lembram dele? Este recebeu R$ 7 milhões. Uma figura muito ligada ao presidente do Senado, inclusive nomeada por Davi Alcolumbre com cargo de R$ 30 mil na Câmara Alta, recebeu R$ 3 milhões.

Balaio

A publicitária que fez a reeleição de Dilma Rousseff e também a reeleição do atual ministro-chefe da Casa Civil de Lula, Rui Costa, na Bahia, e tantos outros petistas (vejam só, quanta coincidência, petistas envolvidos em corrupção graúda), recebeu dinheiro do careca do INSS.

Cabeça

Este meliante está envolvido até a cabeça porque ele era o grande protagonista e líder desse movimento que fraudou os aposentados em bilhões e bilhões de reais. Por coincidência, é careca.

Cercando

Então as conexões estão sendo encontradas gradativamente e vai chegar uma hora que a mídia vai ter que abrir direto esse assunto, e é aí que pode alcançar o núcleo duro do governo, do poder.

Tribunal de defesa

Vão forçar o braço forte do consórcio, o Supremo Tribunal Federal, a agir como a PGR para neutralizar e impedir que os envolvidos com esta bandalheira, esta roubalheira sem fim, roubando o provento sagrado dos aposentados, saiam novamente ilesos depois da volúpia pelo dinheiro e pela prática da corrupção.

Lamaçal

Este país está chegando ao fundo do poço. Mas, até a primeira semana de outubro de 2026 vai acontecer muita coisa no Brasil e também fora dele. Situações que virão de fora para dentro, especialmente dos Estados Unidos, para desmascarar esse consórcio que está violentando os direitos humanos, violentando a prática democrática, violentando os bons costumes e, além de proteger, ao mesmo tempo participando da ladroagem sem fim que contamina setores estratégicos do Brasil, envolvendo a alta cúpula especialmente dos três poderes.

Um estado conservador que virou bolsonarista

Por Cláudio Prisco Paraíso
03/10/2025 - 07h48

Historicamente, Santa Catarina é um Estado essencialmente conservador. A esquerda jamais o administrou e, por isso mesmo, é uma unidade federada que vai bem, obrigado.
Basta dar uma passeada por alguns Estados onde o PT deixou suas marcas. Aqui pertinho, no Rio Grande do Sul, vizinho estado. Já no Paraná, quem tomou o poder foi uma esquerda disfarçada, Roberto Requião, que provocou seus estragos. Nada, contudo, que se compare ao que aconteceu em terras gaúchas ou em Minas Gerais, e daí por diante.

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Com as eleições de 2018, surgiu inesperadamente o fator Bolsonaro. Santa Catarina, não se sabe por quê, talvez pelo seu perfil conservador, resolveu ter um comportamento potencialmente bolsonarista.
Os eleitores daqui deram a ele quase 76% dos votos válidos no segundo turno, além da eleição de seguidores do PSL à época e depois do PL em 2022, quando Bolsonaro não se reelegeu.

Forasteiro

No entanto, o ex-presidente lançou aqui um ilustre desconhecido, Jorge Seif, que fez um milhão e meio de votos para o Senado, abrindo quase 900 mil em relação a um ex-governador de dois mandatos, Raimundo Colombo, que também já havia sido derrotado em 2018, quando se elegeram Esperidião Amin e Jorginho Mello.

Quem?

Também nessa eleição, um outro ilustre desconhecido deu o ar da graça. O coronel Carlos Moisés da Silva, que se elegeu governador, uma nuvem passageira.

Vapor

Assim como apareceu, igualmente desapareceu da vida pública catarinense. Fazemos essa introdução para ponderar que, efetivamente, o catarinense tem que fazer as suas reflexões, não deve deixar de ser conservador, evidentemente, mas precisa apreciar essa questão da família Bolsonaro que se imagina a dona do pedaço, que toma conta do território catarinense.

De novo?

Ora, em um intervalo de menos de quatro anos, goela-abaixo dois candidatos ao Senado? Sendo que o segundo, já com residência fixada em São José, é um filho do ex-presidente: Carlos Bolsonaro. Ele não tem nada a ver com o nosso estado, não o conhece. Mesmo assim, está sendo imposto como candidato.

Terra de ninguém

Vale lembrar que estamos na iminência, uma vez Jorge Seif absolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral, a partir de 2027, de contar com dois senadores estrangeiros, entre os três que cada Estado tem direito. Dois nomes importados.

Bem menos

Há quem pondere que Seif é catarinense. Sua família tem negócios aqui há muitos anos, mas ele não vivia a vida pública e nem mesmo a realidade social do estado.

Vai que é tua

O que se observa é que, ao impor Carlos Bolsonaro, o ex-presidente e o PL jogam uma baita batata quente na mão do governador, que não vai reclamar, porque foi eleito, em 2022, muito com a ajuda do então presidente Jair Bolsonaro, seu correligionário.

Olho no olho

Ocorre que na terça-feira, Carol De Toni, que já estava programada para concorrer ao Senado, foi recebida por Bolsonaro. Ela explicou ao ex-presidente que já havia assumido o compromisso de ir à Câmara Alta e lançou candidatos a federal em várias regiões do estado.

Respaldo

Seu nome, inclusive, já havia sido lançado pelo próprio governador Jorginho Mello. Carol não tem como recuar. E o que ela ouviu da parte de Bolsonaro? Estímulo para que fosse à frente. Isso na terça, quando, ainda, o líder da direita reiterou que Carlos Bolsonaro será candidato.

Velhos amigos

No dia seguinte, na quarta, Jair Bolsonaro recebeu Esperidião Amin, com quem conviveu na Câmara dos Deputados por pelo menos dois mandatos. Também foi senador eleito na mesma eleição que ele se elegeu presidente da República. Da mesma forma, o ilustre interlocutor encorajou o catarinense a buscar a reeleição.

Não fecha

Mas, peraí, serão duas vagas ao Senado em 2026. Ele não abre mão do filho, que vem goela-abaixo, e estimula os outros dois a concorrer? Na mesma coligação, evidentemente, isso é impossível.

Conservadores

Então Carol iria para um outro partido? Num encaminhamento desses, as pesquisas já mostram que os votos bolsonaristas seriam dirigidos a Carluxo e a Carol.

Rodando

Esperidião Amin, portanto, ficaria na estrada? Mesmo indicado na chapa liderada por Jorginho Mello? Ou seja, além de se considerarem donos do estado, alguém está sendo enganado.

Lorota

Não pode ser assim. Eles definem quem são os candidatos, e o pior, é um jogo de engana-engana. Estimula todo mundo e o governador que se vire.

Tumor

De modo que, efetivamente, hoje é nefasta a influência da família Bolsonaro em Santa Catarina. Sem esquecer que o vereador Renan(Balneário Camboriú), filho de Jair Bolsonaro, é candidato a deputado federal. É algo que já passou de todos os limites aceitáveis. A hora é de uma reação.

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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