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Trabalho análogo à escravidão bate recorde de ocorrências em 2025 e acende alerta nas autoridades

Número de processos e denúncias mais que dobrou em relação ao ano anterior

Por Redação, Portal 49
30/01/2026 - 09h03
Maioria dos casos resgatados ocorre em áreas urbanas, segundo dados oficiais - Foto: Reprodução

O número de denúncias e processos relacionados ao trabalho análogo à escravidão atingiu patamares recordes em 2025, acendendo um alerta nas autoridades brasileiras. Dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que o Poder Judiciário recebeu cerca de 12 mil novos processos envolvendo trabalho escravo e tráfico de pessoas ao longo do ano, mais que o dobro do volume registrado em 2024.

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O crescimento também aparece nas estatísticas do Executivo. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Disque 100 recebeu 4.516 denúncias de trabalho escravo e condições análogas à escravidão em 2025, o maior número já contabilizado. As denúncias são encaminhadas ao MTE, responsável pelas ações de fiscalização.

Como resultado dessas fiscalizações, 2.772 trabalhadores foram resgatados em 1.594 ações realizadas ao longo do ano, garantindo o pagamento de mais de R$ 9 milhões em verbas rescisórias às vítimas. Apesar do aumento expressivo nos números, fontes do governo negam que haja uma explosão de casos e atribuem os dados à ampliação da fiscalização e ao fortalecimento dos canais de denúncia.

Os dados também revelam uma mudança no perfil das vítimas. Em 2025, 68% dos trabalhadores resgatados estavam em áreas urbanas, superando os casos registrados no meio rural — cenário diferente do observado em anos anteriores, quando o campo concentrava a maioria das ocorrências.

Janeiro marca reforço no combate ao trabalho escravo

Durante o mês de janeiro, quando se celebra o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, o CNJ intensificou a articulação institucional para ampliar a responsabilização de pessoas e empresas envolvidas nesse tipo de crime. Entre as iniciativas está o Observatório do Trabalho Decente, criado no ano passado, com a função de coletar dados, monitorar casos e propor medidas para fortalecer o enfrentamento da prática.

Segundo o conselheiro do CNJ, Alexandre Teixeira, o objetivo é “aperfeiçoar a articulação e a efetividade” das ações e assegurar as consequências “jurídicas e administrativas” previstas em lei para quem comete crimes análogos à escravidão.

Além disso, recomendações do CNJ e de órgãos da Justiça do Trabalho orientam magistrados a considerar tratados internacionais de direitos humanos e a dar prioridade à tramitação de processos que envolvam trabalho degradante, forçado ou em condições análogas à escravidão.

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