Atrasos em pagamentos provocam bloqueio de acesso à usina de asfalto, saída de empresa terceirizada e comprometem o andamento da obra
Obras enfrentam impasses financeiros - Foto: Reprodução A revitalização da SC-283, no trecho entre Seara e Arvoredo, enfrenta um novo impasse que aumenta a preocupação sobre o andamento das obras. Desta vez, o proprietário da área onde está instalada a usina de asfalto restringiu o acesso ao local devido ao atraso no pagamento do aluguel pelo Consórcio Compasa/Ellenco, responsável pela execução dos trabalhos.
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Além da usina de asfalto, também há débitos relacionados ao aluguel das áreas utilizadas para o britador e a pedreira. Nestes casos, os proprietários ainda não adotaram medidas mais severas, mas os pagamentos seguem pendentes.
Os problemas financeiros se estendem a outros fornecedores. Restaurantes responsáveis pela alimentação dos trabalhadores, postos de combustíveis, proprietários de imóveis alugados para alojar colaboradores e prestadores de serviços também aguardam o recebimento de valores em atraso.
Na segunda-feira, 20 de julho, o proprietário de uma empresa terceirizada confirmou que interrompeu as atividades na obra devido à falta de pagamento. Segundo ele, a cobrança dos valores devidos deverá ser feita por via judicial.
Apesar das dificuldades, outras empresas terceirizadas e fornecedores continuam atuando no empreendimento diante da promessa de que os débitos serão quitados nas próximas semanas.
Enquanto isso, os trabalhos seguem em ritmo lento no trecho entre Seara e Arvoredo, alvo constante de reclamações de motoristas devido às condições da rodovia.
O Governo de Santa Catarina afirma que os repasses ao Consórcio Compasa/Ellenco estão sendo realizados normalmente, mas não informou quais medidas têm sido adotadas para garantir a retomada do ritmo das obras.
Uma das empresas que integram o consórcio responsável pela revitalização, a Compasa, está atualmente em processo de recuperação judicial.