O Instituto Paraná Pesquisas, que segue sendo um dos mais confiáveis do Brasil, tem feito levantamentos constantes sobre temas da atualidade e que afetam diretamente a vida deste país.
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Uma das mais recentes avaliações foi em relação à situação financeira do Brasil varonil e os preços que a população encontra nas gôndolas dos supermercados.
Para 42,7% dos entrevistados, a situação financeira piorou sob Lula III. Apenas 18,9% (o percentual que fica nos parâmetros históricos da canhotada nacional) disseram que o bolso se encontra em situação melhor depois que Jair Bolsonaro deixou a Presidência da República.
E uma parcela de 36,8% acham que tudo segue como dantes no quartel de Abrantes, ou seja, que nada mudou (é uma turma que deve viver em bolhas, ou em marte).
Ardido
O Paraná Pesquisas também quis saber a percepção dos conterrâneos sobre os preços dos produtos nos supermercados depois que voltamos a estar sob o jugo vermelho.
Fatia grossa
Nada mais nada menos do que 73% dos ouvidos afirmou que os preços aumentaram contra apenas 16,9% (percentual muito parecido com o da pergunta anterior e que nos remete aos esquerdistas crônicos deste país, os lulofanáticos) dos que acham que diminuiu (estes devem viver em Vênus), pois qualquer criança que acompanha os pais ao supermercado já sabe que os preços, de maneira, explodiram.
Lunáticos
Outros 7,1% responderam que o custo dos produtos para os consumidores ficou como estava (esta turma deve morar na lua).
Cerveja e picanha
Por fim, os entrevistadores do Paraná Pesquisas perguntaram se a situação econômica, até o fim do Governo Lula, permitirá que a maioria dos brasileiros compre picanha e cerveja com mais facilidade.
Gordura indigesta
Considerando-se que essa foi a única “plataforma” de campanha do então candidato descondenado Lula da Silva, os números são emblemáticos. E até um pouco contraditórios em relação à primeira pergunta, mas o brasileiro é, por natureza, um ser contraditório.
Percentuais
Para 68,4% dos brasileiros, a situação não permitirá comprar picanha e cerveja com mais facilidade.
Apenas 25,7% (esses então devem viver em Júpiter) acham que será mais fácil, dentro do atual contexto econômico, adquirir a carne nobre e a bebida alcoólica.
Derretendo
Estes dados do Paraná Pesquisas guardam relação direta com o derretimento da suposta popularidade de Lula no início de seu terceiro reinado, ou melhor, mandato. Todas as pesquisas mostram que a curva já se inverteu, com Lula e seu governo tendo rejeição maior do que a aceitação.
Para o espaço
Diante dos dados que vinha obtendo, Lula da Silva tinha planos. Reverter o quadro absolutamente desfavorável a ele nesta segunda metade de mandato, “colhendo” o que teria sido plantado na primeira metade (e que ninguém viu).
Água abaixo
O sentimento no Planalto era de que os principais programas do Governo (que ninguém sabe quais são) ganhariam corpo, principalmente na área da Saúde. E este pessimismo econômico seria revertido com a diminuição da inflação e a injeção de dinheiro, grana, no bolso de quem trabalha e produz. Só que o escândalo do INSS, que ainda mal começou, caiu como uma verdadeira ducha de água fria nestes planos de Lula e seu entorno. O inquilino do Planalto, que já claudicava, agora balança e pode ter sua candidatura inviabilizada. Sobretudo se mais esquemas de corrupção (o que não seria de se espantar) vierem à tona.
Nome praticamente certo para uma das duas vagas para candidaturas ao Senado na chapa do governador Jorginho Mello no próximo ano, a deputada federal Carol De Toni, correligionária liberal de Jorginho, recebeu um apoio importante durante o evento Santa Catarina Levada a Sério em Xanxerê e Concórdia, esta semana.
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A região Oeste é a base da parlamentar. Ela tem domicílio eleitoral em Chapecó.
O movimento do Republicanos é emblemático. Senão, vejamos. O partido é presidido no estado pelo deputado federal Jorge Goetten, que saiu do PL em função de seus posicionamentos em votações pró-governo federal. Dali, ele migrou para o Republicanos, assumindo a presidência da legenda.
A articulação teve as digitais do governador de Santa Catarina. Até pela sua proximidade com o principal nome do Republicanos no país, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
A declaração de Goetten tem evidentemente o aval de Jorginho Mello. Não custa lembrar que o vice-presidente estadual do partido é o irmão do governador, Juca Mello.
Ou seja, o recado é claro: Jorginho quer Carol em uma das vagas, aquela que será destinada ao PL.
Torcendo o nariz
Outros nomes já foram ventilados dentro do partido. Mas um, em especial, causa náuseas no governador.
Aval
Aliás, Jorginho Mello estava presente no momento em que Jorge Goetten fez a declaração publicamente em favor de Carol De Toni.
Atuante
“A deputada Carol é hoje a congressista catarinense mais influente e atuante do Congresso. Sua atuação firme e coerente na Câmara dos Deputados a credencia como uma representante à altura de Santa Catarina no Senado”, disse o deputado.
Destacou-se
A afirmação de Jorge Goetten é assertiva. No ano passado, a jovem, mas firme, elegante e atuante parlamentar, presidiu a poderosíssima Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, um dos cargos mais cobiçados da Casa.
Minoria
Foi tão bem que passou a função adiante, mas estabeleceu-se como a líder da minoria na Casa, onde também tem tido desempenho destacado.
Digitais
O próprio Jorge Goetten afirmou que o Republicanos em Santa Catarina atua em fina sintonia com o governador e que Jorginho deu, sim, o aval para o apoio a Carol De Toni. Segundo Goetten, a deputada passa a ser a candidata do Republicanos ao Senado “também”, sugerindo que ela é o nome preferido do comando do PL estadual.
Outra vaga
O senador Esperidião Amin sonha em entrar para a história como único senador reeleito por Santa Catarina desde a redemocratização. Mas pode haver dificuldades no caminho. Seu partido, o PP, agora formou uma federação com o União Brasil, sigla que está próxima a João Rodrigues, o prefeito de Chapecó, que é pré-candidato do PSD ao governo. Por outro lado, Gilberto Kassab, o chefão do PSD, é o nome forte do governador paulista.
Quarteto
O MDB completaria a chapa indicando o vice de Jorginho. Mas se não for Amin o nome para a outra vaga ao Senado, quem seria? O próprio João Rodrigues, o que obrigaria o PP a vir a reboque e Esperidião Amin a disputar a Câmara Federal? Não parece a solução dos sonhos do governador, sobretudo por se tratar de João Rodrigues, mas toda essa construção passará, ainda, por figuras como Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Gilberto Kassab. Além, é claro, de Ciro Nogueira e Antônio Rueda, os dois capitães da federação União Progressista, anunciada esta semana.
Blog do Prisco
Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.