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Mudanças no colegiado

Por Cláudio Prisco Paraíso
24/01/2025 - 09h30

O governador Jorginho Mello deve anunciar nesta sexta-feira as primeiras modificações no colegiado para enfrentar a segunda metade do seu mandato. Já foram definidas algumas alterações.

O ex-deputado Kennedy Nunes, de quatro mandatos na Assembleia, troca a diretoria-geral do Detran pela Casa Civil. Ele fará articulação do governo com o Legislativo. Ele conhece como poucos a Alesc.

A segunda modificação é a chegada do jornalista Bruno Oliveira para pilotar a Secom. Ele prestou serviços a Gean Loureiro e era fiel escudeiro de Topázio Silveira Neto.

Terá a missão de imprimir um ritmo mais acelerado para Jorginho Mello nas redes sociais. Teremos também o retorno de Beto Martins, que depois de quatro meses de interinidade no Senado, substituindo Ivete Appel da Silveira, reassume a secretaria de Portos e Aeroportos.

Turismo

E, finalmente, a efetivação de Catiane Seif, mulher do senador Jorge Seif, que, na primeira metade do mandato, foi adjunta de Evandro Neiva, novo secretário de Turismo de Juliana Pavan em Balneário Camboriú.

Trio

Além dessas quatro confirmações, há a possibilidade também de anúncio de mais três colaboradores. Na verdade, um deles é remanejamento, assim como aconteceu com Kennedy Nunes. A primeira novidade é Mário Hildebrandt, ex-prefeito em dois mandatos de Blumenau, já confirmado para assumir a Secretaria da Defesa Civil.

Retorno

O coronel Fabiano Souza, atual titular, retornaria para o comando do Bombeiro Militar. A terceira possibilidade é a confirmação da ex-prefeita de dois mandatos, que tentou retornar à Prefeitura de São José, mas não foi bem sucedida, Adeliana Dal Pont, na Secretaria de Assistência Social.

MDB rachado

Fora isso, a expectativa gira em torno do MDB, que se reuniu na noite de terça-feira, de forma virtual, e decidiu não decidir. Rachado, numa votação de 4 a 4, o presidente, Carlos Chiodini, achou por bem deixar o assunto para depois da eleição das novas mesas diretoras, tanto da Assembleia quanto da Câmara.

No páreo

Seu nome está cotado para uma secretaria, ou mesmo para a Relatoria do Orçamento da União. O articulista, particularmente, não vê grandes possibilidades para ele em Brasília, com Chiodini sinalizando que quer mesmo é ficar em Santa Catarina.

Mandato

O emedebista está olhando a sua reeleição para se desatrelar do governo Lula, muito mal avaliado em Santa Catarina; assim como o PT, que merece dura rejeição dos conservadores catarinenses em sua esmagadora maioria.

Prosseguindo

Então, se o MDB continuar no governo, ampliando os espaços, o que é bem provável, porque potencialmente é um partido fisiológico, tudo leva a crer que Carlos Chiodini fique com a Secretaria da Agricultura e, diferentemente do que foi acenado para Antídio Lunelli, deputado estadual que declinou do convite para o governador, assumiria a pasta com porteira fechada. Significa que Chiodini indicaria o adjunto, diretores e também os presidentes das duas empresas vinculadas, Epagri e Cidasc.

Suplência

E para o Meio Ambiente e Economia Verde iria o primeiro suplente, que hoje está no exercício do mandato, Emerson Stein. Claro, continuaria Jerry Comper na Infraestrutura, só que, com o primeiro suplente indo para o colegiado, assumiria a segunda suplente do Manda Brasa na Alesc, Rose Maldaner, ex-prefeita de Maravilha, mulher do ex-deputado federal Celso Maldaner.

Em Brasília

Com a vinda de Chiodini, retornaria à Câmara dos Deputados o primeiro suplente de Criciúma, Luiz Fernando Cardoso, o Vampiro. O quadro é mais ou menos esse.

Desgaste

Só que essa novela interminável da participação mais vigorosa do MDB no governo acabou provocando um desgaste brutal, não apenas ao partido, que fica chancelado como fisiológico, mas ao próprio governador.

Encruzilhada

Porque daí entrou essa questão dos espaços ofertados pelo governador. Dá cargo, não dá cargo, dá uma secretaria, dá duas, dá três, talvez entre a Fesporte também, como quarta posição para o MDB? Ficou uma negociação que agastou tanto o governador quanto os emedebistas.
Mas, a tendência é que o MDB fique no governo e com mais espaço; e o PP também ganhe mais uma posição, possivelmente no segundo escalão.

Ambiente de expectativa e tensão

Por Cláudio Prisco Paraíso
23/01/2025 - 08h10

É grande a expectativa político-partidária eleitoral em Santa Catarina. Tudo leva a crer que Jorginho Mello anunciará alguns novos colaboradores de primeiro escalão nesta sexta-feira, antecipando-se para o que estava programado para depois da eleição da nova mesa diretora, marcada para o dia 1º de fevereiro.

O entendimento com o MDB vai mais ou menos na linha daquilo que já havíamos antecipado semana passada ou retrasada. O deputado federal Carlos Chiodini assumiria a Secretaria da Agricultura; que inicialmente foi destinada ao deputado estadual Antídio Lunelli. Mas Chiodini quer aguardar a definição da nova mesa diretora da Câmara dos Deputados, na qual pode ter espaço estratégico.

Já Lunelli inclusive aceitou, mas diante de algumas dificuldades impostas pelo próprio governador, declinou. Como Antídio e Chiodini têm um relacionamento de longa data oriundo de Jaraguá do Sul, a coisa ficou bem assimilada.

Suplente

A Secretaria do Meio Ambiente e Economia Verde ficaria para o primeiro suplente, hoje no exercício do mandato, na Assembleia Legislativa, Emerson Stein.

Extra

O MDB ainda poderia agregar a presidência da Fesporte, cujo titular seria apontado, muito provavelmente, pelo líder da bancada, Fernando Krelling. O parlamentar é absolutamente ligado ao setor, inclusive tendo ocupado a respectiva secretaria no segundo mandato de Udo Döhler à frente da Prefeitura de Joinville.

Incógnita

O deputado licenciado Jerry Comper continuará à frente da Infraestrutura? Aí teríamos uma modificação na Assembleia, com a ascensão da segunda suplente, Rose Maldaner, ex-prefeita de Maravilha e mulher do ex-prefeito da mesma cidade e ex-deputado federal Celso Maldaner.

Possibilidade

Em Brasília, na vaga de Chiodini, retornaria o emedebista Luiz Fernando Cardoso, o Vampiro. Ele já havia ficado quatro meses no exercício do mandato de Chiodini enquanto este esteve em campanha à Prefeitura de Itajaí, para onde transferiu seu domicílio eleitoral. Isso no contexto do MDB.

PP segue

O PP vai continuar tendo o ex-presidente da Assembleia, Silvio Dreveck, à frente do Desenvolvimento Econômico e Sustentável.
E Leodegar Tiscoski, ex-deputado estadual e federal, deverá assumir algum cargo de segundo escalão.

Senado

No ambiente interno do PL e também das alternativas domésticas, o governador confirma Catiane Seif, mulher do senador Jorge Seif, à frente do Turismo. Ela era adjunta e estava respondendo interinamente pela pasta sem ser efetivada. Realidade que contrariou o senador, que esteve com Jair Bolsonaro.

De fora

Diante desse encaminhamento, o governador acabou confirmando o nome de Catiane. Isso significa que o ex-prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício de Oliveira, fica pela estrada.

Articulado

Finalmente, entre as principais mudanças, Kennedy Nunes, ex-deputado estadual, vai assumir a Casa Civil. Ele que era o nome de Jorginho Mello ao Senado em 2022, quando era filiado ao PTB. Estava tudo acertado.

Goela-abaixo

Mas Jair Bolsonaro veio com o nome de Jorge Seif e ele precisou negociar com Kennedy para que ele fosse seu vice. Kennedy não aceitou. Foi ao Senado, com seu PTB, coligando com o então candidato ao governo Esperidião Amin, do PP. Apesar de tudo isso, o governador o colocou à frente do Detran.

Destaque

E agora o traz para a Casa Civil. Sua saída do Detran pode abrir espaço para o suplente de deputado federal Darci de Matos ocupar o cargo.

Experiência

Kennedy, na Casa Civil, é um ex-deputado de vários mandatos. Começou no PP, mas esteve no PSD. De quem? De Júlio Garcia, que vai ser eleito presidente da nova mesa diretora da Alesc. Então é uma maneira de tentar fazer essa interlocução entre o governo e o novo comando do Parlamento estadual.

Ajeitando

Ou seja, o governador, nesse caso específico, procura um remendo administrativo, a partir do remanejamento de Kennedy Nunes, para tentar ter um ano um pouco mais tranquilo com Júlio Garcia à frente da Assembleia.

Beligerância

Ainda mais que já se observa claramente uma polarização entre duas candidaturas. De um lado, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues. Do outro, o próprio governador Jorginho Mello. Ainda nem terminamos janeiro de 2025 e o ambiente político está para lá de beligerante.

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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