Em meio aos festejos de momo, em pleno Carnaval, o que não faltam são conversações, negociações e, claro, especulações.
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Neste caso, algumas têm boa margem de segurança no contexto das conjecturas. Muito se fala que este semestre não terminará sem que os senadores Sérgio Moro e Jorge Seif venham a ser imolados pelo TSE.
Moro, eleito pelo Paraná, está na mira do sistema em função da Operação Lava Jato. Sua cassação seria o troco que o STF deseja dar ao magistrado. A mesma corte, aliás, que respaldou as sentenças do ex-juiz, tonificadas pelo TRF-4 e pelo STJ na década passada.
Jorge Seif está no cadafalso porque foi eleito pela força de Jair Bolsonaro, de quem é muito próximo. Também porque tem batido, e batido muito bem, no que acerta, no governo, no Supremo e no TSE; e por fim ele é alvo de uma ação patrocinada pelo PSD e que pede seu pescoço.
Ilações
O jovem político é acusado de ter sido beneficiado na campanha pelo empresário Luciano Hang, que lhe teria emprestado helicóptero, avião e parte da estrutura da Havan em plena campanha eleitoral.
Inconsistência
É bastante questionável até que ponto isso aconteceu. Não há provas irrefutáveis sobre o suposto benefício. Apenas indícios. E o mais certeiro no campo das argumentações: Seif colocou mais de 900 mil votos de dianteira sobre o segundo colocado, o ex-governador Raimundo Colombo. Agora querem subtrair o mandato dele? Mais grave ainda. Colombo só aceita assumir de graça, via tapetão, sem que haja nova eleição.
Mega sena
O lageano quer cumprir pelo menos seis anos de meio de mandato sem qualquer disputa após a suposta degola de Seif.
Literal
Raimundo Colombo falou isso com todas as letras a um interlocutor do colunista. Não disputarei nova eleição, declarou o ex-governador. Faz sentido. O pessedista não quer correr o risco de uma terceira derrota consecutiva ao Senado.
Pule de 10
Até os pombos da Praça XV na Capital sabem que, em havendo nova eleição, aquele que for ungido por Jair Bolsonaro será o vitorioso. Inapelavelmente.
Fila
O nome natural dentro do PL seria o da deputada federal Carol De Toni, recordista de votos em 2022. Mas Raimundo Colombo quer tudo de bandeja. Quer receber o mandato sem ter ganho a eleição. Daí é muito fácil.
Sem chance
Há, ainda, informações de advogados que fazem plantão no TSE, indicando que, se não houver a condição de mandar Raimundo Colombo para a Câmara Alta sem eleições e sem os votos populares suficientes para isso, Seif não deverá ser cassado. Porque seria trocar seis por meia dúzia. Bolsonaro elegeria o sucessor do atual senador.
Chicanas
Então parece que estão procurando um caminho salomônico nunca antes visto na história deste país – e terão que fazer um gigantesco contorcionismo para isso – no sentido de justificar uma decisão que não enseja nova eleição caso Jorge Seif venha a ser imolado.
Recente
No Mato Grosso, após a cassação de uma senadora, o segundo colocado assumiu por três meses, disputou a eleição suplementar e elegeu-se.
Lorota
Há quem tenha a coragem de argumentar que naquela eleição havia duas vagas ao Senado e em 2022 foi apenas uma. Conversinha mole, não? Papinho para boi dormir. Isso não quer dizer nada. Tal explicação não é convincente. De modo que o desfecho dessa história vai depender do apetite do TSE e, também, do risco de os ministros passarem por uma cima de uma jurisprudência já estabelecida.
Jair Bolsonaro - Foto: Divulgação Enquanto Jair Bolsonaro segue reunindo multidões por onde passa – em São Sebastião (SP), quarta-feira passada, 07 de fevereiro, não foi diferente – o chefe da Organização mal consegue encher meia dúzia de kombis com áulicos da militância comunista.
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No mesmo dia, o presidente que saiu da cadeia e das urnas reclamou da falta de público no complexo de favelas do Alemão, no Rio de Janeiro. E olha que a deidade vermelha foi à Capital Fluminense anunciar a instalação de uma unidade do Instituto Federal ali.
Os vídeos ilustram bem o contraste, o motivo do ódio e da perseguição àqueles que são lideranças legítimas e têm popularidade neste país.
Em tempo: a operação da KGB, ou Stasi, ou melhor, da Polícia Federal, contra Jair Bolsonaro e ex-assessores próximos, na quinta-feira passada, um dia após os eventos registrados nos vídeos abaixo, não afetou a popularidade do ex-presidente.
Sua eventual prisão, que se ocorrer pelas “provas encontradas” até agora será absolutamente arbitrária e injusta, terá o condão de potencializar ainda mais a popularidade do presidente de honra do PL.
Blog do Prisco
Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.