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Lula contra quem?

Por Cláudio Prisco Paraíso
30/09/2025 - 08h19

No meio desta semana estaremos ingressando no mês de outubro. Portanto, a praticamente um ano das eleições de 2026.
A disputa presidencial, evidentemente, está na pauta. Lula da Silva, o candidato do PT e da esquerda, se movimentando de forma ostensiva em busca da reeleição e de um quarto mandato. Esse terceiro já é inédito.

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De qualquer forma, ele deseja completar a sua trajetória política com quatro passagens pelo Palácio do Planalto. A direita, como sabemos, conta com várias alternativas, todas elas de governadores. Tarcísio de Freitas, do Republicanos de São Paulo; Ronaldo Caiado, do União Progressista de Goiás; Romeu Zema, do Novo Minas de Gerais e; finalmente, Ratinho Júnior, do PSD do Paraná.
Tarcísio de Freitas, que é o nome natural, puxou o freio de arrumação. Considerando-se aí toda a confusão provocada por integrantes da família Bolsonaro com as mais variadas declarações. De maneira mais contundente, da parte de Eduardo e Carlos Bolsonaro; de maneira mais suave, o primogênito Flávio.

Freio de arrumação

Cenário no qual o governador paulista achou por bem dar uma recuada e reafirmar sua recandidatura ao governo do estado. Também porque o republicano já estava sendo alvo do governo federal, do PT e da esquerda, que tem a plena consciência de que ele se constitui no grande adversário, temido até pelo Planalto, no próximo ano.

Paranaense

Com esse recuo estratégico de Tarcísio de Freitas, que ontem estaria visitando Jair Bolsonaro em prisão domiciliar na Capital Federal, Ratinho Júnior resolveu se movimentar com mais intensidade.

Mineiro

Romeu Zema, igualmente. Mas, com foco nas redes sociais e nos veículos de comunicação. Ratinho, não. Está mais agudo. Como tem um anfitrião forte em São Paulo, o presidente Gilberto Kassab, o paranaense manteve uma série de contatos com empresários e políticos, deixando claro que a sua intenção mesmo é disputar a Presidência da República.

Fora dessa

Perguntaram a Ratinho sobre o Senado no Paraná. Ele desviou completamente a atenção em torno desse projeto, dizendo que está concentrado em construir uma candidatura presidencial e que ela pode se tornar realidade, mesmo que Tarcísio de Freitas venha disputar a Presidência.

Aval do chefe

Nesse caso, ele teria que trocar de partido. Isso porque Kassab já deixou claro: se Tarcísio vier para a disputa – Kassab é secretário de Tarcísio em São Paulo –, o PSD respaldaria. Ratinho poderia até topar ser vice. É pouco provável que ele troque de endereço partido para enfrentar Tarcísio.

Potência

Até porque São Paulo tem quase um quarto do eleitorado nacional e dificilmente a eleição não passa pela locomotiva política e econômica do país.

Opções

Agora Ratinho de vice não é um nome preferencial. Claro que pesquisas serão realizadas para apontar se seria Romeu Zema, de Minas Gerais, o segundo o colégio eleitoral do país; ou, eventualmente, Ciro Gomes, do Ceará, que é o sétimo eleitorado.

Mão inversa

Ciro é canhoto. Seria aproveitado de maneira inversa; assim como foi Geraldo Alckmin em 2022 em relação a Lula da Silva. Teria também o nome de Ciro Nogueira.

Sempre eles

Esse encaminhamento, contudo, seria mais o interesse do centrão do Congresso querendo colocar um representante legítimo. Não seria uma solução eleitoral adequada. Existe o detalhe, que é a repercussão disso tudo em Santa Catarina.

Família PL

Na eventualidade de Tarcísio não concorrer à Presidência e Ratinho seguir para a disputa, resta saber se o PL vai lançar alguém, algum representante da família Bolsonaro, ou se vão buscar um outro nome. O Republicanos de Santa Catarina, nunca é demais lembrar, está sob controle e comando de Jorginho Mello.

Vizinhança

Então, com Ratinho candidato, João Rodrigues teria que oferecer palanque. Não poderia se identificar mais com Jair Bolsonaro, e seus seguidores.
Mas, João teria um candidato à Presidência de um estado vizinho.

Cenário desafiador para o governador

Por Cláudio Prisco Paraíso
27/09/2025 - 06h52

Jorginho Mello terá pela frente, nos próximos meses, um desafio a ser enfrentado, que é a composição da chapa majoritária a ser liderada por ele em 2026. Estava tudo mais ou menos alinhavado.
Esperidião Amin ficaria com uma vaga ao Senado. Aliás, algo em comum entre os dois está o fato de que ambos se elegeram ao Senado em 2018. Quatro anos depois se enfrentaram na disputa ao governo.


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Amin acabou apoiando Jorginho contra Décio no segundo turno. Mas, ficou uma rusga. Que perdeu força com a formação da federação reunindo o PP e o União Brasil. Desse casamento, consolidou-se o nome de Amin.
Só que Jorginho Mello, há meses atrás, já havia dito que o nome do PL ao Senado seria o da recordista de votos Carol De Toni. Estava tudo acertado. A vaga de vice reservada ao MDB.

Goela-abaixo

Só que nesse meio tempo Jair Bolsonaro chamou Jorginho dizendo que Carluxo, o 02, desejava concorrer ao Senado em Santa Catarina. E que estava sendo indicado por ele, o ex-presidente. A outra vaga ficaria por conta de Jorginho.

Forte

Em tal contexto, o governador não poderia desprezar a federação batizada de União Progressista, sob pena dela buscar um outro caminho na composição majoritária da disputa ao governo em Santa Catarina.

Escanteio

Com isso, sobraria Carol, que iria à reeleição. Pelo menos foi o que afirmou o presidente nacional, Valdemar da Costa Neto, que transferiu a responsabilidade dessa solução para o governador que preside o PL catarinense. Estava criado o impasse. Até porque Flávio Bolsonaro, senador, respalda o encaminhamento.

Outra linha

A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, aponta para Carol De Toni. E o ex-presidente cacifou o filho, Carluxo. Ou seja, a própria família Bolsonaro está dividida, com Costa Neto lavando as mãos e Jorginho Mello tendo que conviver com essa situação.

Visitas

Na próxima semana, na terça-feira, será o dia da visita de Carol De Toni a Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar na sua residência, na Capital federal. No dia seguinte, quarta, será a vez de Esperidião Amin. Ambos falarão sobre a situação do Senado em Santa Catarina.

Derrapada

Recentemente, o governador deu uma declaração infeliz, dizendo que Carol poderia concorrer por outro partido e depois voltaria para o PL. Esse outro partido poderia ser o Republicanos, que, aliás, também está sob comando de Jorginho Mello no estado.

Alvoroço

Ocorre que essa situação criou um sobressalto entre os Progressistas. Eles estão se perguntando: então a Carol vai para outro partido, ela e o Carluxo levam os votos bolsonaristas e Esperidião Amin fica na estrada? Se é uma coligação, precisa haver confiabilidade recíproca. Sob pena de passarem a impressão de que estão largando o atual senador pelo PP aos leões.

CNPJ

Porque o PL receberia o apoio da federação, se o acordo é apenas pró-forma? Considerando-se que o que se desenha é um jogo para eleger Carol fora da coligação. Na medida em que ela respaldaria também a candidatura de Jorginho Mello. O Republicanos tem como vice-presidente o irmão do governador.

Nuvens carregadas

O quadro não é dos mais tranquilos, há preocupação no ar. Se Jorginho Mello deixar transparecer a sensação de que uma candidatura alternativa de Carol De Toni por um outro partido é para enterrar precocemente a candidatura de Esperidião Amin à reeleição, aí pode estar o estopim de uma reviravolta.

Imolação

A única saída seria com o sacrifício de Jorge Seif, que vai ser julgado. Ele terá seu mandato avaliado pelo Tribunal Superior Eleitoral ainda este ano. Na eventualidade de ser cassado, Santa Catarina elegeria três senadores no ano que vem. Sendo que na vaga de Seif, em eleição suplementar, mas para um mandato de apenas quatro anos.
Carol De Toni poderia ser escalada numa solução dessa, assim contemplando os três nomes ao Senado.

Cláudio Prisco Paraíso

Blog do Prisco

Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.

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