A semana começou quente, quentíssima no Brasil. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, havia dito, há alguns dias, que essa semana prometeria ser eletrizante.
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E assim foi. O governo americano sancionou igualmente a mulher do ministro Alexandre de Moraes, medida que alcançou, ainda, um instituto integrado pelos dois e pelos três filhos do casal. Foi a forma que encontrou o governo Trump de fazer valer as restrições econômicas e financeiras ao magistrado.
Até porque essa sanção é conhecida como pena de morte financeira. O ministro já estava penalizado, mas, evidentemente, recorreria aos familiares. Agora o cerco começa a se fechar.
Houve medidas, também, em relação às figuras que convivem com o ministro e que estão no seu entorno. Benedito Gonçalves, ministro do STJ, que integrou o Tribunal Superior Eleitoral e relatou a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Turma
Também colaboradores do gabinete de Alexandre e o chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, tiveram os vistos cancelados, assim como já havia ocorrido com outros sete ministros do Supremo, além de Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e também o senador Rodrigo Pacheco; além do ex-ministro do Supremo, atualmente à frente do Ministério da Justiça, Ricardo Lewandowski.
No bolso
Há especulações, ainda, sobre a possibilidade de novos tarifaços contra o Brasil.
O mais lamentável, triste, é que o povo brasileiro está pagando pela irresponsabilidade, pela insanidade, desse senhor que puseram à frente da Presidência da República, o ex-presidiário Lula da Silva.
Tudo junto
O líder vermelho deveria estar na cadeia, mas foi libertado justamente por esse mesmo Supremo, em conluio com o Planalto. Agora os dois poderes formam o consórcio e sufocam o Legislativo, onde está a legítima representação popular. Viva a democracia. Esse é o verdadeiro golpe.
Inconsequentes
Estamos em setembro, ou seja, a mais de um ano das eleições. Há muita coisa para acontecer, mas o fato é que o consórcio está sempre dobrando a aposta.
Script
Tão logo foi sancionada a mulher de Alexandre de Moraes, a Procuradoria-Geral da República apresentou nova denúncia contra o deputado Eduardo Bolsonaro. Ou seja, está tudo conflagrado, tudo roteirizado. O consórcio aposta neste enfrentamento, imaginando que é a tábua de salvação para a reeleição de Lula da Silva.
Mão inversa
Assim como os Estados Unidos desempenharam um papel fundamental para defenestrar Jair Bolsonaro do Palácio do Planalto, influenciando nas eleições e tudo mais, agora o presidente é de uma outra vertente ideológica e não há como ignorar a força do governo americano, já que está tudo dominado.
Regime
O Judiciário se transformou num instrumento de ditadura, com censura e violação das liberdades e dos direitos humanos, com a complacência do Congresso Nacional e o apoio do Poder Executivo. A população está amedrontada. Só, efetivamente, um ingrediente externo para poder restabelecer a normalidade democrática no Brasil. E todas as fichas estão sendo colocadas nas mãos do governo de Donald Trump.
Na última quarta-feira à noite, o PL e os partidos de centro, aqueles mais alinhados a Jair Bolsonaro, comemoraram uma vitória que tinha tudo para ser retumbante. Só que, curioso, parlamentares de esquerda também votaram a favor do pedido de urgência da anistia — uma dúzia deles filiados ao PT.
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Aí, a mídia velhaca, servil e vendida, noticiou que o presidente Lula ficou descontente com esses correligionários. Todo aquele teatro em torno do qual já temos falado, que tudo não passaria de um espetáculo circense, se confirmou.
Sim, porque logo na sequência, Hugo Motta, presidente da Câmara, participou virtualmente de uma reunião com ministros do Supremo: Gilmar Mendes, o decano; e Alexandre de Moraes, o relator de todos os inquéritos que tramitam de forma irregular, ilegal e inconstitucional no STF.
Trio
Esses três participaram de uma conversa virtual com outros três presentes: Michel Temer, ex-presidente da República, que indicou Alexandre de Moraes ao Supremo porque era seu ministro da Justiça; Aécio Neves, que ressurgiu das cinzas, mais sujo do que pau de galinheiro — basta dar uma olhada na delação de Wesley Batista, da JBS, que também alcançou Michel Temer; e, por fim, o relator indicado pelo próprio Hugo Motta, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical.
Ficheiro
Paulinho, alguns anos atrás, foi condenado a 10 anos pela primeira turma do Supremo, mas acabou inocentado pelo plenário das supremas togas.
Dessa reunião, sui generis, não havia ninguém da oposição, do PL. Zero. Resumindo: o que se pôde depreender é que não se reuniram mais para tratar da PEC da anistia, mas da PEC da dosimetria.
Doses
Ou seja, não se falava mais em perdão, mas em redução de pena. Para Jair Bolsonaro, prisão domiciliar, ao invés de regime fechado na Papuda.
Agora é observar, durante a semana, como vão se comportar as lideranças de oposição.
Mergulho
No fim de semana elas desapareceram, não deram o ar da graça. O que se observa é que, na verdade, foi uma jogada para embretar os correligionários, os aliados de Jair Bolsonaro, porque agora é projeto direto em plenário: não tem discussão nas comissões técnicas, nada.
Tiro no pé
O regime de urgência, que era supostamente para favorecer a anistia, na verdade é para prejudicar. É um acordão feito entre Hugo Motta, Supremo e Michel Temer. Quando se fala em Supremo, se fala em Planalto. É a mesma coisa.
Puxadinho
Planalto hoje é uma edícula, um puxadinho do Supremo, e a oposição, ausente. A anistia foi pro espaço. O que virá agora é a redução de pena e assunto liquidado, com a concordância do Supremo e, consequentemente, do Planalto.
Vejam só que situação, vejam só onde os brasileiros estão metidos.
Holofotes
Agora, paralelamente a isso, a semana se inicia com o senhor Lula da Silva tendo embarcado domingo para Austin, onde participará da abertura da Assembleia da ONU nesta terça-feira. Como se sabe, em homenagem a Oswaldo Aranha, o brasileiro, o presidente de plantão é sempre o primeiro a discursar.
Expectativa
A deidade vermelha terá os holofotes diante do mundo, só que o segundo a falar — e que fica com a palavra final — é o presidente americano, no caso Donald Trump. Vamos observar como vai se comportar Lula da Silva, que vem insultando, provocando e desafiando o norte-americano, diferentemente dos ditadores da China, da Índia, do Irã, da Coreia do Norte, da Rússia e até da África do Sul, para fecharmos aí os BRICS.
De fora
Na quarta-feira, em um movimento criado pelo Brasil, pela Espanha e por outros países, nações democráticas foram convidadas para um encontro. Neste ano, os Estados Unidos ficaram de fora. Mais uma estocada de Lula da Silva em Donald Trump.
Está tudo à luz do dia: a intenção do vermelho de desfraldar essa bandeira da soberania.
Perfil
Estamos falando de um baita incompetente, além de corrupto e ladrão, senil igualmente, mas que vislumbra nessa caminhada “soberana” a única chance de ganhar a eleição. O colunista, no entanto, aposta que o petista não vai ganhar, porque sequer vai disputá-la.
Nome forte
A bola da vez é Tarcísio de Freitas. E aí é terra arrasada para o PT, para o governo e para a esquerda. Mas, retomando: Trump só está observando o cenário e, depois de Lula, fará o seu discurso.
Contraofensiva
Também o secretário de Estado, Marco Rubio, prometeu para esta semana novas ofensivas dos Estados Unidos contra tudo o que vem fazendo o consórcio Supremo-Planalto.
Os americanos prometem novas sanções, que vão ocorrer justamente com a presença de Lula da Silva nos Estados Unidos.
Blog do Prisco
Começou no jornalismo em 1980, no jornal O Estado. Atuou em diversos veículos de comunicação: repórter no Jornal de Santa Catarina, colunista no Jornal A Notícia e comentarista na RBS TV, TV RECORD, Itapema FM, CBN Diário e Radio Eldorado. Comenta diariamente em algumas rádios e publica sua coluna do dia em alguns jornais do Estado. Estreou em março de 2015, nas redes sociais e está no ar com o Blog do Prisco.