Nos bastidores de Brasília, aliados do atual presidente já começaram a discutir possíveis alternativas para a eleição presidencial de 2026. Mesmo mantendo publicamente o discurso de candidatura à reeleição, cresce dentro do governo a preocupação com o aumento da rejeição popular, dificuldades políticas e desgaste natural da atual gestão.
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Segundo informações que circulam no núcleo político do Planalto, Lula teria autorizado avaliações internas sobre nomes que poderiam substituir sua candidatura caso o cenário eleitoral continue piorando nos próximos meses. Entre os mais citados aparecem Fernando Haddad, Camilo Santana e Geraldo Alckmin.
Pesquisas reservadas indicariam que candidatos apoiados diretamente por Lula conseguem desempenho semelhante ao do presidente, mas enfrentam índices menores de rejeição.
A movimentação é vista como um sinal claro de preocupação dentro do governo, principalmente diante da inflação, crises políticas frequentes e da dificuldade em melhorar a percepção popular sobre a economia.
O debate também expõe um problema histórico do PT. A dependência da figura de Lula como principal liderança nacional do partido. Mesmo após décadas no cenário político, a sigla ainda encontra dificuldades para consolidar um sucessor com força eleitoral própria e alcance nacional comparável ao do presidente.
Nos corredores de Brasília, a avaliação é que o cenário de 2026 ainda está completamente aberto, mas a simples discussão de um “plano B” já mostra que o governo acompanha de perto o desgaste político e eleitoral do atual mandato.
Blog do Bordignon
Em 2004, colou grau em jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina. É editor da edição impressa da Revista Única e, dos portais, www.lerunica.com.br e www.portal49.com.br.
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